Seminário discute redução da maioridade penal

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasA possibilidade de redução da maioridade penal será tema de um seminário nesta sexta-feira (25), às 19h, no auditório da Escola de Governo da Prefeitura (Rua Maria Perpétua 72, Ladeira). Organizado pela Pastoral do Menor da Arquidiocese, o encontro tem como objetivo abordar a necessidade de intensificação das políticas públicas, em detrimento à criminalização de adolescentes que cometem atos infracionais a partir dos 16 anos. Participam do encontro autoridades locais, como o arcebispo metropolitano dom Gil Antônio Moreira, o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Checker, representantes dos conselhos Municipal e Estadual de Direito da Criança e do Adolescente e da Coordenadoria Nacional da Pastoral do Menor, além de sociólogos.
O debate será a última fase do evento, que antes terá apresentação cultural de adolescentes assistidos pelo Centro Socioeducativo de Juiz de Fora e uma mesa temática sobre liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade. Conforme o educador social da pastoral e conselheiro estadual Claudinei dos Santos Lima, o encontro local servirá para reforçar o posicionamento dos órgãos participantes, que é a de não aceitar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/12, em fase de discussão. A PEC propõe alteração na redação dos artigos 129 e 228 da Constituição Federal, acrescentando um parágrafo único que prevê a possibilidade de desconsiderar a inimputabilidade penal de adolescentes maiores de 16 anos e menores de 18 anos, por lei complementar. "Nós defendemos todas as medidas protetivas previstas, inclusive o acautelamento em casos mais graves. Mas consideramos que estes jovens devem ser educados, e não criminalizados."
Na opinião do sociólogo Paulo Fraga, diretor do Centro de Pesquisas Sociais da UFJF, que é um dos participantes do debate, não deve haver redução da maioridade penal, e sim a empregabilidade do que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Nosso estatuto tem 23 anos, e ainda precisamos implementá-lo. O Brasil carece de políticas públicas para a criança e o adolescente. Claro que avançamos em alguns aspectos, mas precisamos de mais. É necessário aprofundar os programas nos estados, levando em consideração as realidades de cada região", argumentou, acrescentando que "muita coisa deve ser feita. Precisamos garantir a funcionalidade do ECA, porque é uma lei que trabalha a ideia da proteção integral, e isso é um grande avanço."









