Situação do HPS vai parar na Justiça
O Sindicato dos Médicos entrou na Justiça com pedido de isenção de responsabilidade dos médicos do Hospital de Pronto Socorro (HPS). O mandado solicitado pela assessoria jurídica da entidade tem a intenção de resguardar os profissionais diante das condições de trabalho na unidade. Conforme o presidente do sindicato, Gilson Salomão, a falta de médicos nas escalas tem sido constante, e os trabalhadores "não podem ser responsabilizados por problemas de gestão". No domingo, um grupo de médicos registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Militar para denunciar a falta de especialistas em diversos setores. Nessa terça-feira (23) um novo registro policial foi feito às 8h50. Conforme o documento, a reclamação foi motivada pela falta de cirurgiões e psiquiatra.
Mensagens enviadas por leitores à Tribuna, por meio da internet, também relatavam o problema. Um dos textos dizia: "Não tem nenhum médico na cirurgia do HPS." Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, até o fim da tarde de terça, a unidade estava mesmo sem os dois cirurgiões, porque os profissionais escalados não compareceram. Um deles apresentou atestado médico.
Ainda conforme a pasta, o ideal é que os profissionais avisem sobre a impossibilidade de trabalhar com antecedência para que o coordenador da área providencie a substituição. A assessoria informou que a situação será analisada pela Secretaria de Administração e Recursos Humanos para verificar se as faltas teriam ou não sido justificadas e garantiu que o plantão iniciado às 19h de terça estaria completo.
Na última segunda-feira, a subsecretária de Urgência e Emergência, Adriana Fagundes, informou que a falta dos profissionais escalados seria apurada. No entanto, de acordo com a subsecretária, o maior problema do HPS é a falta de ortopedistas, principalmente nos plantões dos fins de semana. A aposta da Prefeitura é de que a situação seja contornada com o processo seletivo em andamento e com melhorias salariais e gratificações.
Movimento nacional
Em adesão ao movimento nacional de valorização da categoria, alguns médicos da cidade paralisaram nessa terça as atividades. A ação fez parte do calendário de atos convocados por entidades de classe contra o programa do Governo federal "Mais médicos" e às divergências em relação à regulamentação da profissão. Segundo a Secretaria de Saúde, das 64 unidades de atenção primária (Uaps), 18 aderiram ao movimento, 21 participaram parcialmente e 25 não aderiram. Dos 73 médicos das clínicas especializadas do PAM-Marechal, apenas três não compareceram.
Conforme Gilson Salomão, a falta de médicos no HPS não tem "qualquer relação com o movimento", já que a urgência e emergência é preservada. Ele adianta que, na semana que vem, a categoria vai realizar protesto de rua, prosseguindo com as manifestações nacionais, previstas para os dias 30 e 31.








