Ícone do site Tribuna de Minas

Após 7 anos, réu acusado por feminicídio de psicóloga vai a júri popular em Juiz de Fora

Julgamento feminicidio Marina Leonardo Costa
PUBLICIDADE

Teve início, na manhã desta terça-feira (24), no Tribunal do Júri de Juiz de Fora, o julgamento do empresário Pedro Araujo Cunha Parreiras, acusado de assassinar a então companheira, a psicóloga Marina Gonçalves Cunha, de 35 anos, em maio de 2018. Antes do início da sessão, o promotor Vinicius Chaves falou com a imprensa sobre o caso.

PUBLICIDADE

Marina foi estrangulada dentro de sua casa, no Bairro São Mateus, na frente do filho mais velho do casal, e teve o corpo ocultado em uma mata próxima ao Parque da Lajinha, no Bairro Aeroporto. O réu é acusado de feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

A defesa de Pedro, que foi preso em 2018, alegou que o julgamento demorou devido a manobras processuais, como pedidos de habeas corpus e questionamento de provas. O caso, que ficou mais de sete anos sem julgamento, expõe a lentidão nos processos de feminicídio, com uma média de 300 dias de espera em Minas Gerais, conforme divulgou matéria da Tribuna, publicada no início deste mês.

Parentes da vítima pedem justiça para que a brutalidade do crime seja punida de forma proporcional. O julgamento será presidido pela juíza Joyce Souza de Paula, com a oitiva de 14 testemunhas.

Sair da versão mobile