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Imóvel era usado para tortura e tráfico de drogas


Por Tribuna

24/04/2013 às 11h09

Armas e dinheiro foram apreendidos pela polícia

Armas e dinheiro foram apreendidos pela polícia

Atualizada às 17h48

Um imóvel no Bairro Parque das Torres, Zona Norte, que estaria sendo utilizado para tortura de pessoas com dívida de drogas e como depósito de entorpecentes, armas e munições, foi estourado pela Polícia Militar. A ação ocorreu na noite de terça-feira (23), por volta das 21h, na Rua Ridel Pereira da Silva, onde os policiais do 27º Batalhão capturaram dois homens, 19 e 20 anos, suspeitos de vender crack, e apreenderam três adolescentes, ambos de 17, que teriam ligação com o esquema ilegal. De acordo com o boletim de ocorrência, quando em patrulhamento pelas ruas do bairro, os militares receberam informações anônimas de que cinco pessoas teriam alugado um imóvel para a prática de tráfico de entorpecentes, inclusive com a utilização de arma de fogo. Conforme a PM, o grupo estaria, de maneira ostensiva, impondo medo sobre os moradores do local, com a finalidade de manutenção do crime. 

Na verificação das informações, os policiais se depararam com os suspeitos, submetendo-os a uma abordagem. Entretanto, nada foi encontrado. Contudo, por meio das declarações dos detidos, a polícia descobriu o endereço do imóvel. No local apontado, após buscas, foram apreendidas 368 pedras de crack e dois revólveres de calibre 38 municiados, com numeração raspada, e R$ 727. Durante a varredura em um dos quartos, mais um revólver calibre 38 e 30 munições do mesmo calibre foram descobertos debaixo de um travesseiro sobre a cama. 

Ainda conforme o documento policial, moradores ao redor do imóvel teriam relatado que o grupo teria alugado a casa com o objetivo de alimentar o comércio de drogas daquela região e que vinha aterrorizando toda a comunidade. O tenente Breno Thamer, que coordenou os trabalhos no local, afirmou que os suspeitos teriam envolvimento com diversas ações criminosas praticadas na região Norte da cidade, como assaltos, tentativas de assassinatos e homicídios consumados. Uma das armas apreendidas nessa ação policial, segundo apontou o registro policial, seria a que foi utilizada na morte de José Carlos Barbosa, de 26 anos, assassinado em 30 de novembro de 2012, quando estava na Praça Gabriel Vizonar Marques, no Jóquei Clube II. Ele levou três tiros, sendo um na região do pescoço, outro na axila e o terceiro no braço. A arma também teria sido a mesma que tirou a vida de Bruno Dias Pinto, 32, em 30 de março deste ano. Ele foi morto com dois tiros, sendo um na cabeça, quando passava por uma passarela na Rua Antônio Guimarães Peralva, na ligação entre os bairros Jóquei Clube II e Parque das Torres, na Zona Norte. Uma criança, 5, que passava no local com familiares, teria sido atingida de raspão no abdômen. 

"Esse grupo oprimia toda a comunidade por meio de ameaças e ações violentas, inclusive com torturas dentro do imóvel, em função de dívidas de drogas. Eles chegaram ao absurdo até de ameaçar policiais militares. A prisão deles desarticula a quadrilha e tira de circulação três armas de fogo que foram utilizadas em crimes graves, garantindo a tranquilidade da comunidade e dos bairros adjacentes", avaliou o tenente Breno Thamer. Todos os suspeitos foram detidos e levados para a delegacia de Santa Terezinha. Os dois maiores de idade tiveram a prisão confirmada e foram encaminhados ao Ceresp. Um dos adolescentes tinha contra ele um mandado de busca e apreensão, resultando no seu acautelamento no Centro Socioeducativo. Os outros dois jovens de 17 anos foram encaminhados para a Vara da Infância e Juventude.