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Carro de radialista morto é achado no Floresta


Por Tribuna

24/04/2012 às 16h24

A Polícia Militar localizou, na noite de segunda-feira (23), o Volkswagen Gol do radialista Joelson Jaime Laureano, o Joe, 49 anos, encontrado morto, na manhã do mesmo dia, na estrada vicinal que liga Juiz de Fora a Chácara, a poucos metros do entroncamento com a BR-267, na altura do km 82, próximo ao Bairro Floresta, Zona Sudeste. Por volta das 21h, o administrador de uma fazenda no Floresta acionou a PM, informando que havia um veículo em uma das estradas da propriedade. Os policiais confirmaram o fato. Um parente da vítima de 21 anos esteve no endereço com a chave reserva do carro. Ele informou aos militares que equipamentos de som, avaliados em cerca de R$ 4 mil, teriam sido retirados do Gol. O parente ficou responsável pelo veículo, que foi periciado pela Polícia Civil pela manhã. 

A morte do radialista está sendo investigada pela 6ª Delegacia. Por meio da assessoria de comunicação, o titular e responsável, pelas investigações, Roney Cabral, informou que sua equipe está nas ruas fazendo os levantamentos para apurar a autoria e motivação do crime. Ele considerou ser precipitado levantar qualquer suspeita inicial, como latrocínio (roubo seguido de morte).   

O corpo de Joelson foi localizado às margens da pista, em meio ao matagal, com lesão grave na cabeça e ferimentos típicos de arrastamento no tórax e abdômen. O cadáver estava perto da placa de sinalização que indica a distância de 12 quilômetros até Chácara. 

Sepultamento

Parentes e amigos acompanharam emocionados o enterro do radialista, realizado na tarde desta terça-feira (24), no Cemitério Municipal. Natural do Rio de Janeiro, Joe era coordenador artístico e apresentador da Rádio FM Itatiaia JF. "Ele era uma referência de capricho, qualidade, fazia tudo com perfeição. Sempre com aquele sorriso largo", disse a contato publicitário da Itatiaia e companheira de trabalho de Joe há dez anos, Adriana Torres. 

O radialista estava de férias e voltaria ao trabalho no próximo dia 30. Amigos contaram que ele estava viajando, mas que teria feito contatos telefônicos nos últimos dias. "As ligações eram rápidas. Há seis dias que isso vinha ocorrendo, mas os parentes não desconfiam de nada", contou o advogado da família, César Grazzia.