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Moradores de Ewbank voltam a fechar 040 em protesto


Por Tribuna

23/08/2013 às 18h05

Rodovia foi fechada por moradores

Rodovia foi fechada por moradores

Atualizada às 20h24

Um novo protesto contra a instalação das unidades de tratamento dos resíduos sólidos e urbanos e do tratamento térmico dos resíduos de saúde, em Ewbank da Câmara, fechou a rodovia BR-040, no fim da tarde desta sexta-feira (23), por cerca de uma hora e dez minutos. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interrupção no tráfego ocorreu de forma gradativa, com liberação de fluxo a cada dez minutos. Mesmo assim, foi registrado engarrafamento de dois quilômetros e meio em cada sentido de direção. Diferente da manifestação realizada na última quarta-feira, desta vez o tom foi pacífico, com a utilização de faixas e sem o uso de pneus velhos queimados. 

Os manifestantes que estiveram no local pediram para não ser identificados, mas disseram que o objetivo era chamar atenção das autoridades judiciais para que as licenças ambientais emitidas para a empresa sejam suspensas. "A legalização da empresa ocorreu sem que os moradores fossem consultados. Nossa intenção é ir a Belo Horizonte, na quarta-feira, quando o processo deverá ser revisto. Vamos protestar na Praça da Liberdade", disse uma advogada, citando como um dos exemplos para a ilegalidade da instalação da firma a proximidade com o curso d’água e a provável emissão de gases prejudiciais à saúde humana. 

A manifestação de quarta-feira ocorreu após o prefeito Mauro Luiz Martins Mendes (DEM) ter sido obrigado, por meio de intimação judicial, a assinar alvará de funcionamento do empreendimento. Conforme seu gabinete, não houve avanços no decorrer da semana.

 

Protesto alterado

Inicialmente o protesto desta sext iria acontecer às 15h, com as mesmas características do de dois dias antes. No entanto, as pessoas presentes foram orientadas pela PRF que, daquela forma, além de o movimento se tornar ilegal, ele poderia provocar riscos de acidentes. Antes de iniciarem a manifestação, um ofício foi assinado e entregue ao inspetor chefe Armstrong Carvalho, que validou o ato.