Policial civil é preso após disparar tiros
Um investigador, de 29 anos, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, foi preso por disparos de arma de fogo, na madrugada de domingo (22), no Bairro Aeroporto. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, ele teria sido agredido por dois homens que se identificaram como guardadores de veículo, ao se recusar a dar-lhes dinheiro, na saída de um clube, em uma área mal iluminada e deserta. Ele estaria sozinho e, temendo pela sua segurança, teria realizado três disparos com sua arma em direção a um local ermo. Ainda segundo a assessoria da instituição, os tiros teriam sido dados com a finalidade de conter um possível tumulto, uma vez que algumas pessoas teriam se recusado a cumprir as ordens do policial.
Ainda conforme a assessoria da corporação, após ter sido agredido pela dupla, o investigador teria sido atacado pelas costas, não podendo identificar seus agressores. Ele teria corrido até seu veículo, estacionado nas proximidades, para buscar sua arma de fogo, a fim de abordar e prender os suspeitos, já que temia por sua integridade física. Neste momento, o policial abordou um guardador de veículos que aparentava persegui-lo e outros suspeitos que transitavam, acionando a Polícia Militar para apoio na diligência. O agente teria solicitado, inclusive, ajuda de pessoas que passavam perto. Estas, por sua vez, teriam se recusado, o que teria levado o policial a fazer os disparos.
A assessoria da Polícia Civil informou que, com a chegada da PM, o investigador entregou sua arma de fogo e foi conduzido à Delegacia de Plantão por uma equipe da Polícia Civil, que também compareceu ao Aeroporto. Ele foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo, mas pagou fiança no valor de R$ 325, sendo liberado. Além do policial, quatro pessoas foram conduzidas à delegacia, ouvidas e liberadas. Elas teriam confirmado a versão do agente.
O investigador irá responder a inquérito policial. De acordo com o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil de Juiz de Fora, delegado Rogério de Melo Franco Assis Araújo, o servidor, a princípio, aparenta ter agido no estrito cumprimento do seu dever legal, mas será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos.








