Caso HPS: denúncia aponta comportamento recorrente de suspeito de assédio sexual e injúria racial

Boletim de ocorrência traz relato de que homem teria constrangido funcionárias antes do registro policial; caso segue sob investigação


Por Pâmela Costa

23/06/2026 às 13h38- Atualizada 23/06/2026 às 18h33

O homem de 36 anos suspeito de importunar sexualmente duas mulheres, de 23 e 50 anos, e de cometer injúria racial contra outra, de 60, dentro do Hospital de Pronto Socorro (HPS), já teria apresentado comportamentos inadequados contra outras funcionárias. A informação consta no relato de uma das vítimas registrado no Boletim de Ocorrência do caso ao qual a Tribuna de Minas teve acesso.

À Polícia Militar, uma das vítimas relatou que o homem passou a mão em seu corpo, tirou a própria roupa e fez comentários de cunho sexual. Segundo o boletim de ocorrência, ele também teria tentado agarrá-la à força, mas foi impedido após a mulher reagir e empurrá-lo. Ainda conforme os relatos registrados pelos militares, o suspeito teria dirigido ofensas racistas a outra funcionária. Durante o atendimento da ocorrência, uma terceira colaboradora afirmou ter sido alvo de importunação por parte do homem, que teria utilizado palavras de baixo calão e exigido a prática de ato libidinoso. 

O suspeito, conforme o boletim, era superior hierárquico de duas das vítimas. Ele não foi preso em flagrante porque já havia deixado o local quando a Polícia Militar foi acionada. O caso segue sendo investigado pela 1ª Delegacia de Policia Civil da cidade. A Tribuna de Minas aguarda retorno do órgão com atualizações sobre o andamento da investigação.

Procurada na manhã desta terça-feira (24) para relatar quando ficou a par dos casos de assédio sexual e quais protocolos estão previstos nas unidades de saúde do município para prevenir e responder a casos de importunação ou assédio contra pacientes e profissionais, a Prefeitura de Juiz de Fora informou, em nota, que repudia qualquer tipo de violência de gênero e discriminação.

“O Executivo ressalta que o profissional citado encontra-se afastado de suas atividades desde o momento da primeira denúncia.
A Prefeitura segue acompanhando o caso, à disposição das forças de segurança para colaborar com as investigações. O Município também tem cobrado da empresa terceirizada a adoção das medidas cabíveis, incluindo sua participação no acolhimento das vítimas junto à unidade e o apoio à apuração dos fatos.”