Influenza já matou 12 em MG e traz preocupação

Vacinação para jovens e adultos só está disponível na rede particular
Quase três anos após o fim da epidemia causada pelo vírus H1N1 que atingiu vários países do mundo, a Influenza A, conhecida como gripe suína, ainda é alvo de preocupação, principalmente em decorrência do frio e tempo seco. Desde 2009, quando a nova cepa viral foi identificada, estima-se que quase 18 mil pessoas tenham morrido em decorrência da doença. Mesmo com o fim da pandemia, o vírus continua circulando e produz surtos localizados. Em Minas Gerais, já foram confirmadas pela Secretaria de Saúde, neste ano, 12 mortes ocasionadas por gripe, sendo a maioria do tipo A. Também foram notificados 62 casos no estado, sendo um em Juiz de Fora. Todas as mortes aconteceram em um período de quase 50 dias, a partir do último dia 4 de maio. Em 2012, foram 187 registros da moléstia e 47 mortes em Minas. Conforme dados do Ministério da Saúde sobre o avanço da Gripe A, São Paulo é considerado o estado com dados mais alarmantes, concentrando, até o final de maio, 90% dos óbitos.
Segundo o pediatra Antônio de Pádua Biscotto, atuante na área de vacinas, durante este período do ano, crescem os casos e, de forma geral, as pessoas não têm preocupação em se prevenir. Para ele, o fato de São Paulo apresentar um elevado número de casos preocupa os médicos devido à alta migração de pessoas entre os estados. "De uma maneira geral, a principal forma que temos de nos prevenir contra esse tipo de contágio é por meio da vacina. Ela pode ser aplicada em qualquer pessoa, a partir dos 6 meses de idade." Além disso, o médico lembra que, entre os principais fatores de prevenção da gripe, estão as boas condições de higiene. "Precisamos estar sempre lavando as mãos, procurar permanecer em locais arejados e ter uma alimentação saudável. Isso ajuda a pessoa a adquirir uma resistência à evolução do quadro da gripe. Outra dica é o uso do álcool em gel, conforme já havíamos nos habituado durante o período de epidemia", explica.
Doença
Com relação ao sintomas, o pediatra explica que a Influenza A causa as mesmas reações da gripe comum nas pessoas, com febre, congestão nasal, dor no corpo, entre outras. "O grande risco da gripe A é o agravante causado quando ela leva o paciente a um quadro de sofrimento respiratório. Com isso, a situação torna-se preocupante, e recomenda-se a consulta médica, imediatamente." Ele explica que a vacina contra a gripe é disponibilizada pelo SUS a pacientes específicos, como crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, funcionários de estabelecimentos médicos, pessoas acima dos 60 anos, portadores de doenças crônicas, entre outros. Para os interessados na prevenção fora desses grupos, a vacina está disponível na rede particular. De acordo com a Secretaria de Saúde, durante a última campanha de vacinação realizada pelo município, foi atingida a meta de imunização de 80%, com exceção das gestantes.
Uso de álcool em gel cai entre juiz-foranos
Para o gerente administrativo do restaurante Kidelícia, Flávio Cândido, aproximadamente 50% dos clientes perderam o hábito de higienizar as mãos antes de servir a refeição. "Vejo que as pessoas se acomodaram e nem sempre utilizam o álcool em gel na entrada do estabelecimento. O que era visto naquela época (durante a epidemia no país nos anos de 2009 e 2010) como obrigação, não foi culturalmente seguido e, hoje em dia, o consumo do produto é bem menor." Também no restaurante Carminha Grill, o proprietário Márcio Luiz Rodrigues garante que os clientes acostumaram-se com a situação, mas que muitos perderam o hábito de usar o álcool. "Durante o surto, havia um maior policiamento até mesmo entre os clientes, que cobravam o uso do produto. Hoje em dia, alguns se importam quando acaba, mas outros nem ligam."
Já na Churrasqueira, o consultor Roberto Cruz explica que o local manteve a constante preocupação com a higiene tanto dos funcionários quanto dos clientes. "Disponibilizamos sabão especial, álcool em gel e manutenção especial de lavagem de talheres, copos e pratos." Na Academia Forum, o proprietário Marcelo Brigatto lembra que aderiu aos cuidados essenciais com a gripe no período da epidemia, afixando cartazes informativos sobre a doença e incentivando as pessoas com mudanças de atitudes com relação à higiene. "Foi um período de atenção máxima e, passado o ‘surto’, mantive os cartazes e os recipientes com álcool em gel", garante.









