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UFJF e Settra estudam via alternativa ao campus


Por Eduardo Valente

23/05/2013 às 07h00

Anel viário do campus apresenta trânsito pesado em vários momentos do dia

Anel viário do campus apresenta trânsito pesado em vários momentos do dia

Uma nova via pode ser implantada para ligar a Zona Sul à Cidade Alta de Juiz de Fora, servindo como alternativa ao anel viário do Campus da UFJF, hoje sobrecarregado. Para isso, Settra e universidade trabalham em concepções de um projeto. A situação do fluxo no campus voltou a ser discutida depois do acidente ocorrido no local no final da tarde de terça-feira. Na ocasião, o condutor de uma Kombi, 51 anos, perdeu o controle do veículo, atingiu um ponto de ônibus e atropelou um estudante, 24. Nesta quarta-feira (22) ambos permaneciam internados em estado grave. O motorista estava na sala de urgência do HPS, enquanto o jovem permanecia sedado na UTI do Monte Sinai. Segundo o titular da Settra, Rodrigo Tortoriello, o edital para contratação da empresa responsável por projetar e analisar a viabilidade técnica da obra deve ser publicado em até 60 dias.

Uma das alternativas que será apresentada à firma foi concebida por um arquiteto que presta serviços à universidade. Conforme o reitor Henrique Duque, o novo traçado de 2,5 quilômetros, em pista dupla, partiria do Pórtico Sul, em direção ao Bairro Dom Orione e seguiria até a Avenida Presidente Costa e Silva, fazendo uma alça até a BR-440, na altura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro. Tortoriello explicou que, se esta ideia for a escolhida, ela deverá custar cerca de R$ 10 milhões, de acordo com levantamento preliminar. Também podem ocorrer desapropriações de terrenos desabitados. "Importante ressaltar que trabalhamos em parceria e mantemos diálogos permanentes, tanto com o Henrique Duque, como também com o Pascoal Tonelli (pró-reitor de Infraestrutura)", disse Tortoriello, adiantando que ainda não se sabe quanto tempo a vencedora do pregão terá para apresentar os estudos.

 

Saturação

A necessidade em se buscar alternativas para a região ganhou força nos últimos anos, principalmente com a saturação do anel viário causado pela explosão imobiliária na Cidade Alta e também pelo crescimento da própria universidade. Para Duque, o trânsito de passagem traz desconfortos para a comunidade acadêmica, mas ele não vê como possível a possibilidade de fechamento do anel para o público externo. "O Ministério Público Federal chegou a me pedir isso, mas eu nunca vou tomar uma atitude drástica como esta. Acho que a primeira coisa que devemos fazer é procurar outra solução. No dia em que a solução for apresentada e executada, podemos criar medidas, como o fechamento no período noturno."

A intenção da Prefeitura e da UFJF é caminharem juntas em busca da verba necessária para que as intervenções sejam executadas. Conforme Duque, já existem conversas com deputados da região para que eles trabalhem na captação do recurso. Há ainda a possibilidade de ser utilizada verba da própria UFJF na obra. "Precisamos conseguir firmar um convênio com a Prefeitura", informou. Em entrevista à Rádio Solar, na manhã de quarta, o reitor havia classificado o trânsito da universidade como "intolerável, não somente para a comunidade universitária, como também para os próprios motoristas".

 

Mudanças no anel

Outras medidas apresentadas pelo reitor começam a ser preparadas no próximo mês, com a reforma do anel viário. Entre as mudanças previstas estão a colocação de barreiras de fechamento eletrônico nos pórticos e a instalação de radares, que seriam acionados no fim das obras de reformulação, previstas para durar 12 meses. "As barreiras são capazes de impedir a passagem de veículos com até 35 toneladas. Elas poderão ser utilizadas em caso de assalto ou se o fechamento noturno for implantado. Os radares serão em um total de seis. O objetivo é impedir que os carros adquiram velocidade, pois, infelizmente, mesmo com diversos procedimentos educativos, isso não tem sido respeitado." A velocidade máxima permitida no anel viário será mantida em 40 km/h.