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Atendimento ainda falho em hospital


Por Tribuna

23/05/2013 às 07h00

O Ministério Público aguarda resultado de vistoria realizada pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros no Hospital Psiquiátrico Municipal para definir os rumos de funcionamento da unidade. Segundo o coordenador regional das Promotorias de Saúde da Região Macrossudeste, Rodrigo Barros, apesar de ter havido melhorias na organização da entidade e no quadro de profissionais, em termos estruturais, o hospital continua deficitário. Barros quer que as adequações mínimas acordadas com o Município há dois meses sejam cumpridas, a fim de garantir qualidade no atendimento oferecido aos cerca de 190 pacientes.

As mudanças foram tímidas, dada a urgência dessas adequações diante do próprio cronograma de encerramento das atividades desse hospital. O fato é que o Município tem até setembro de 2014 para criação de serviços substitutivos capazes de atender a essa população, explicou o coordenador.

O secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, reconhece que há necessidade de ajustes em relação à estrutura física, mas cita as melhorias. Nós avançamos muito em relação ao cuidado com os pacientes, na alimentação e disponibilidade de remédios e também na faxina. Agora precisamos melhorar a infraestrutura, pois pegamos o hospital em condições muito ruins. O que nós pretendemos fazer é transferir os pacientes que estão em alas mais deterioradas para alas diferenciadas que estavam sendo construídas pela antiga direção, provavelmente para o atendimento de particulares. No entanto, essas alas ainda precisam de acabamento, e nosso pessoal está levantando o que falta para concluir a obra, afirmou.

Nesta sexta (24) será realizada uma reunião na promotoria com a participação de representantes da Secretaria de Saúde e da Superintendência Regional de Saúde. Na pauta também será discutido um cronograma para o fechamento da Casa de Saúde Aragão Villar, cujas atividades já deveriam estar suspensas desde janeiro deste ano, conforme determinação do Ministério da Saúde e Termo de Ajustamento de Conduta assinado com a promotoria. O fechamento do Aragão Villar só não foi possível até agora, porque não há onde colocar esses pacientes hoje. Ele ganhou sobrevida em função desse impasse, já que a Secretaria de Saúde não tem condições de assumir um segundo hospital, considerou.