TAEs da UFJF deflagram greve e ocupam reitoria por quase duas horas
Categoria demandou fechamento do ponto eletrônico; jornada de trabalho de 30 horas também consta na pauta

Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) seguiram o movimento nacional da categoria e deflagraram greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleia na tarde desta segunda-feira (23), no campus local.
Após a assembleia, os servidores ocuparam a reitoria da UFJF até obterem uma resposta por parte da reitoriaa da Universidade, com a exigência do fechamento do ponto eletrônico. Depois de quase duas horas de ocupação, o vice-reitor Telmo Ronzani chegou e se reuniu com sua equipe. Em seguida, realizou reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sintufejuf), com portas fechadas, por mais de uma hora.
De acordo com a coordenador-geral do Sintufejuf, Carlos Augusto Santos, a reunião teve progressos. “A partir desta terça, os servidores estão livres para paralisar. Nos foi pedido uma reunião para esta sexta-feira (27), com a administração superior, para ajustarmos pontos: formaturas, diplomas antecipados, entre outros. Em relação à questão do ponto, ainda faremos a tratativa final sobre o funcionamento. Podemos fazer escalas de greve. Tudo será negociado. A reitoria não tem autonomia para falar diretamente sobre isso, visto que a reitora está fora.”
Uma nova assembleia será realizada na próxima segunda-feira (2), às 14h, para avaliar os movimentos da semana. “Vamos articular as questões para não atrapalhar a administração, visto que estamos em períodos de matrícula, e nem o movimento grevista”, complementa.
Carlos destaca que, na verdade, a greve é uma continuação do movimento de 2024. “Muitas pautas não foram nacionalmente aprovadas e instaladas. Temos 29 instituições que aprovaram a greve, 15 que não aprovaram e cinco que ainda não se manifestaram.”
A assembleia iniciou às 13h30, com participação presencial de cerca de 240 pessoas, além de quem entrou remotamente – chegando a quase 600 pessoas. Participaram servidores da categoria dos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares, além de trabalhadores do IF Sudeste.
Uma servidora, que preferiu permanecer anônima, expressou que a indignação se dá porque a reitora sabia da reunião desta segunda, para redigir a pauta da greve. “Ela foi para Brasília e o vice, que assume o lugar dela, estava fazendo reuniões fora do campus. O sindicato entrou em contato com o secretário-geral. Só fomos atendidos às 17h30. Estamos pedindo apenas que nossos direitos sejam atendidos e o fechamento do ponto eletrônico.”