Médica condenada por cortar pênis de ex-noivo é encontrada pela PM
Foi localizada na noite deste sábado (21), na Maternidade Otaviano Neves, no Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, a médica Myriam Priscilla de Rezende Castro, condenada por cortar o pênis do ex-noivo, que estava presa no Complexo Penitenciário Estêvão Pinto, na capital mineira.
Ela tinha autorização da Justiça para trabalho externo, mas não retornou à unidade penitenciária após o expediente do dia 28 de janeiro, sendo considerada foragida. O crime aconteceu em 2002 em Juiz de Fora, com condenação decretada em 2014.
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De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), os policiais chegaram ao paradeiro da detenta após denúncia anônima. Desde então, ela segue sob escolta de agentes da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). Ainda de acordo com a assessoria, a informação seria de que ela estaria grávida. No entanto, nenhum documento sobre seu estado de saúde teria sido entregue à unidade prisional.
No sábado, o advogado de Myriam, Giovanni Caruso Toledo, contestou a informação da Seds e afirma ter entregado toda a papelada necessária à internação da cliente. “A Myriam saiu para trabalhar no dia 28 e passou mal. Os médicos decidiram por interná-la. No mesmo dia, todos os documentos comprovando a internação foram encaminhados para os autos do processo.” Ele contou que a médica está grávida de gêmeos, e sua gravidez é de risco. “Dias antes eu já havia protocolado pedido de prisão domiciliar, pois a saúde dela está debilitada. Ela está com anemia, diabetes gestacional e pressão alta.”
Em um novo contato com a Tribuna na manhã desta segunda-feira, o advogado disse que o estado de saúde da médica piorou nos últimos dias, e ela teria sido algemada na cama por policiais que fazem sua escolta. Ele informou também que um novo pedido será protocolado nesta segunda-feira (23), solicitando a prisão domiciliar da paciente. Toledo afirma também que Myriam teria passado por um processo de inseminação artificial e estaria grávida de 27 semanas.
A maternidade informou que um laudo sobre o estado de saúde da paciente será liberado por volta do meio-dia, após avaliação da médica que a atende.
Myriam foi condenada por ter contratado dois homens para mutilar o ex-noivo, que havia rompido a relação três dias antes do casamento. A prisão aconteceu em São Paulo, onde ela exercia a profissão, por uma equipe da polícia mineira, que cumpriu um mandado aberto contra ela.









