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Confusão causa pânico na Avenida Rio Branco


Por Marcos Araújo

23/01/2012 às 20h39

Ocorrência foi registrada por volta das 17h30

Ocorrência foi registrada por volta das 17h30

Um adolescente de 15 anos foi ferido com uma barra de ferro nesta segunda-feira (23) em um dos mais movimentados corredores de tráfego de Juiz de Fora, o que causou tumulto e retenção no trânsito. A ocorrência foi registrada na Avenida Rio Branco, quase no cruzamento com a Avenida Itamar Franco (antiga Independência), por volta das 17h30. Três jovens, 18,19 e 21 anos, e dois adolescentes, 16 e 17, teriam participado da agressão. Houve pânico entre a população, uma vez que algumas pessoas confundiram a barra ferro com uma arma de fogo. O temor era de que alguém pudesse ser atingido por uma bala perdida. Dezenas de curiosos acompanharam a movimentação.

Conforme a PM, a vítima, um estudante do Granjas Betânia, estava no ponto de ônibus na companhia de um colega, também de 15 anos. Os suspeitos teriam desembarcado de um veículo Gol, que ficou parado no meio da pista, para investirem contra o adolescente, que teria sido confundido com um morador do Grama. "Eles perguntaram de onde eu era, mas me afastei, e meu colega disse que não éramos de briga. Mesmo assim, o grupo alegou que eu era do Grama e que iria me pegar", contou a vítima, que sofreu um corte no ombro. Ele foi levado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), medicado e liberado. Conforme o cabo da 30ª Companhia da PM, Marcos Roberto da Silva, um policial civil reformado, 54, que passava pelo local, identificou os envolvidos e os deteve até a chegada da corporação.

O Gol usado pelo grupo foi liberado para o pai de um dos envolvidos, já que nada de irregular foi encontrado no veículo. "Os suspeitos são moradores do Eldorado, e a motivação da briga seria a rixa entre gangues", informou o cabo. Até o fechamento desta edição, todos os envolvidos estavam na delegacia, onde aguardavam para serem ouvidos pelo delegado de plantão. Além da barra de ferro, os policiais também apreenderam um cassetete de borracha em poder dos agressores.

Medo e correria

Uma outra mulher, 32, que estava no ponto de ônibus onde o adolescente foi abordado, contou que as pessoas confundiram a barra de ferro, pintada de preto, com uma arma de fogo. "Isso gerou uma correria, pois todo mundo ficou medo de uma bala perdida". Uma fotógrafa, 33, viu quando o Gol parou no meio da Rio Branco. "Várias pessoas saíram do carro e fizeram uma parede humana contra o adolescente. Uma mulher, com um bebê de colo, ficou desesperada, pois não sabia para onde corria para proteger seu filho." Já uma secretária, 32, criticou o crescimento da violência. "Esse tipo de ocorrência era difícil de ver, mas já somos comparáveis aos grandes centros. Cada vez mais, estamos mais vulneráveis".