Câmara estuda gargalo na Bernardo Mascarenhas
O gargalo no trânsito na Rua Bernardo Mascarenhas, entre os bairros Fábrica e Cerâmica, Zona Norte de Juiz de Fora, foi tema de discussão em audiência pública realizada na Câmara Municipal na tarde desta segunda-feira (22). Representantes da sociedade civil organizada, exército, empresários e Prefeitura discutiram as dificuldades encontradas na via, que é considerada um corredor estratégico, ligando o Centro à Zona Norte. De acordo com levantamento realizado pela Prefeitura, cerca de 24 mil veículos circulam por dia no local e, embora algumas melhorias tenham sido realizadas há dois anos, reclamações envolvendo falta de segurança e dificuldades devido à presença da linha férrea na região foram os principais temas.
O empresário Vicente de Paula tem um comércio na via há mais de 40 anos e relata que muitos clientes reclamam, principalmente, das dificuldades para estacionar. "A área está tomada por vendedores de carros", disse. Para o presidente da associação de moradores dos bairros Fábrica e São Dimas, Marlos Novaes, falta investimentos na área. "Penso que precisamos de um viaduto, ligando a Bernardo Mascarenhas à Coronel Vidal, desafogando assim o tráfego próximo ao Bairro Monte Castelo."
Representando o exército, major Carlos Renato vê como alternativa a proibição de se estacionar próximo ao Hospital Militar e implantar um temporizador nos semáforos, que funcionaria para direcionar o fluxo nos horários de pico. O diretor geral do Instituto Federal Sudeste (antigo CTU) Paulo Rogério, diz que o colégio está há 13 anos no bairro, mas nos últimos três houve ampliação no número de alunos e colaboradores. "Nos colocamos à disposição para discutir o problema e buscar soluções."
O secretário de Trânsito e Trânsito do município, Marcio Bastos, comentou que a situação da via é semelhante à outras da cidade, já que acolhe muitos empreendimentos comerciais e áreas residenciais. Sobre a linha férrea, ele disse que a MRS tem ajudado no custeio de projetos para resolver situações como essa, mas que a solução tem custo elevado. "Para diminuir o impacto na Bernardo Mascarenhas, estudamos a possibilidade de fechar o acesso ao local pela Rua Terezinha Cristina, a partir da ponte, o que melhoraria a fluidez de todo o entorno."
Ele também citou as reclamações envolvendo a presença de vendedores de automóveis. Conforme o secretário, deverá ser feita uma ação entre a Settra e a Secretaria de Atividades Urbanas para resolver o impasse.








