Suspeito de estuprar e matar tem julgamento adiado
Foi adiado nesta segunda-feira (21), a pedido da Defensoria Pública, o julgamento de um pedreiro suspeito de ter violentado quatro mulheres e assassinado duas delas, em menos de um mês, entre o final de 2010 e o início de 2011. A sessão só será remarcada quando a Justiça tiver em mãos o resultado do exame que vai comparar o material genético do réu com o que foi recolhido em um preservativo, apreendido na cena do crime, quando uma das vítimas teria sido estuprada e sofrido uma tentativa de homicídio, mas conseguiu escapar. De acordo com o juiz titular do Tribunal do Júri, José Armando da Silveira, o prazo para a conclusão do laudo é de 15 dias. "A defesa argumenta que há irregularidades no processo que precisam ser sanadas antes do julgamento", afirmou o juiz.
O defensor público Luiz Antônio Barroso Rodrigues disse que constatou, após analisar os autos, que um preservativo recolhido pela perícia foi reconhecido por uma das vítimas. "Como o réu aceitou realizar o exame sob o risco de ser comprovada sua autoria, que ele nega com firmeza, não posso abrir mão desse resultado para ter a certeza que lhe foi oferecida a melhor defesa. Caso se comprove seu envolvimento, será mais uma prova para sua condenação", ressaltou o defensor.
Ainda de acordo com o juiz José Armando da Silveira, o pedreiro, que se encontra preso, responde a quatro processos nos quais é suspeito dos crimes de estupro e morte. Ele foi preso em fevereiro de 2011, depois de ser encontrado pela Polícia Civil, em sua casa na Zona Sudeste. Conforme apontou o inquérito policial, o homem escolheria suas vítimas entre as mulheres que frequentavam a área próxima ao viaduto do Bairro de Lourdes e as levava para um local ermo, estuprava e tentava matar com golpes ou estrangulamento. Duas delas sobreviveram porque o suspeito acreditou que estivessem mortas.









