Câmara debate detectores de metais em escolas

Proposta do vereador Luiz Carlos foi criticada
A possibilidade de instalação de detectores de metais nas entradas de todas as escolas foi majoritariamente criticada ontem, por vereadores e representantes de entidades, em audiência pública, na Câmara Municipal. Os participantes da sessão questionaram a proposta, em tramitação, do vereador Luiz Carlos dos Santos (PTC), quanto aos custos, operacionalidade do sistema e eficácia. Durante o debate, a opinião mais recorrente era de que a criação de políticas voltadas para a prevenção da violência e a valorização dos profissionais das unidades de ensino configuram o melhor caminho para o combate ao problema. Apesar das críticas, Luiz Carlos pontuou que a proposta é importante para ampliar o debate acerca da violência.
O coordenador-geral do Sindicato dos Professores, Flávio Bitarello, classificou o projeto como "algo que não vai resolver nada". Para ele, os dispositivos acabariam se tornando um instrumento de constrangimento para quem frequenta as escolas, já que podem indicar a presença de metais nas mochilas e bolsas, sem que haja armas de fato. Ele também pontuou que a alternativa soa como uma criminalização da escola, quando, na verdade, trata-se de um problema mais abrangente. "Daqui a pouco, vão querer colocar cercas elétricas em volta dos colégios", ironizou. Já o sociólogo e pesquisador da UFJF, Orlando Lyra, citou experiências com o detector de metais vivenciadas em outros locais para mostrar a ineficiência da aplicação. Como ilustrou, nos Estados Unidos, a prática é adotada apenas em casos extremos. Ele considerou a alternativa como uma manifestação simbólica, não sendo capaz de solucionar o problema da violência nas escolas.








