Marcos Paschoalin nega estar sub judice
O candidato a prefeito Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) negou ontem estar concorrendo sub judice pelo fato de seu pedido de registro de candidatura ter sido
| Paschoalin em entrevista na Rádio Solar |
indeferido pela Justiça Eleitoral. "A nossa candidatura não está impugnada. Quem está sub judice é a comissão provisória. Não estou impugnado. Quem está impugnada é a comissão provisória (do PRP)." Para ele, apenas o ex-vereador Vicente de Paulo Oliveira (Vicentão-PTB) e o ex-prefeito Alberto Bejani (PSL) foram contestados no processo eleitoral deste ano. "Peço a vocês para não fazerem a conciliação da nossa candidatura com o Vicentão e nem com o Bejani. Eles estão impugnados, nós não." As declarações foram dadas durante entrevista ao apresentador do programa Rádio Vivo, Marcelo Juliane, e aos repórteres Ricardo Miranda e Maurício Oliveira, dentro da série de sabatinas com os candidatos à Prefeitura promovida pela Rádio Solar AM.
Confrontado com o fato de seu registro de candidatura aparecer no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como "indeferido com recurso", Paschoalin disse se tratar de uma questão de interpretação. No entanto, sua alegação de que apenas a comissão provisória do PRP foi impugnada não condiz com a sentença proferida pelo juiz Mauro Pittelli, no dia 23 de julho. Na ocasião, o magistrado entendeu que PRP está sem representação legal em Juiz de Fora em razão da dissolução da Comissão Executiva Provisória Municipal desde 30 de maio de 2012. "Assim, considerando que a convenção partidária que escolheu os candidatos foi realizada no dia 29 de junho de 2012, forçoso reconhecer que a convenção não se reveste de validade." Dessa forma, foi indeferida a ata da convenção e também os pedidos de registro de candidaturas. "Julgo procedente a impugnação e indefiro o demonstrativo de regularidade dos atos partidários, porque irregular, e indefiro, também, todos os pedidos de registro de candidatos do PRP de Juiz de Fora."
O entendimento do juiz Mauro Pittelli foi mantido também pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde Paschoalin apresentou recursos. O processo agora tramita no TSE. Enquanto não se esgotarem todos os recursos, o candidato seguirá na disputa. O mesmo acontece com o candidato a vice na chapa do PRP, Sérgio Polistezuq, que, além da questão partidária, também foi impugnado por não ter prestado contas da campanha anterior. Da mesma forma, também por conta da dissolução da comissão provisória antes da convenção, os concorrentes a vereador do PRP Adriana Aparecida da Silva Carneiro e Marcelo Barros de Carvalho concorrem sub judice.
Em relação a Bejani e Vicentão, com os quais Paschoalin pediu para não ser vinculado, seus pedidos de registro de candidaturas também foram indeferidos. A diferença para os candidatos do PRP envolve o motivo da impugnação. O ex-prefeito e o ex-vereador foram barrados com base na Lei da Ficha Limpa. Ambos renunciaram seus mandatos em 2008 quando enfrentavam processo de cassação. Eles também recorreram e seguem na disputa na condição de sub judice.







