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Assassino de Vandir Domingos não vai a júri popular


Por Tribuna

20/08/2014 às 16h23

Atualizada às 20h53

Alex Sandro Furiati, 34 anos, que responde pelo assassinato do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Vandir Domingos da Silva, e é réu confesso, não irá a júri popular. Em audiência preliminar, na tarde desta quarta-feira (20), que durou cerca de meia hora, Ministério Público e Defensoria Pública solicitaram à Justiça medida de segurança para que o réu seja internado e passe por tratamento pelos próximos três anos, uma vez que o laudo de sanidade mental concluído pelo Hospital de Toxicômanos, encaminhado ao Tribunal do Júri, aponta que o autor é considerado paciente mental. 

Durante a sessão, presidida pelo juiz Daniel Réche da Motta, foram ouvidas três testemunhas, sendo um psiquiatra e dois funcionários do estacionamento onde o crime ocorreu. De acordo com o promotor público Oscar Abreu, Alex foi interrogado, confessou o crime e começou a falar palavras desconexas. O depoimento dele durou cerca de três minutos. "Não havendo necessidade de ouvir mais testemunhas para comprovar a doença, Ministério Público e defesa vão se manifestar sobre o que é necessário para o réu. Vou requerer uma internação para ele, para que seja tratado. A defesa concorda com essa tese, e o juiz deve solicitar a internação", afirmou o promotor.

Ainda segundo Oscar Abreu, dentro de um prazo de dez a 15 dias, a Justiça deverá solicitar, à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), uma vaga para que Alex seja internado e tenha início seu tratamento. "Atualmente, ele está no Ceresp, mas já há pedido decidido, nessa audiência, para que seja transferido para algum hospital que possa abrigá-lo, a fim de que seja iniciado o tratamento."

O promotor ainda explicou que, depois de três anos de internação, o paciente passa por nova reavaliação, cujo objetivo é verificar se o tratamento deve ser mantido ou encerrado. "Caso não haja mais necessidade de tratamento, ele deverá voltar à sociedade." Vandir Domingos tinha 63 anos quando foi alvejado com quatro tiros dentro de um estacionamento, na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Juiz de Fora, em 27 de janeiro deste ano.