Audiência discute número de vagas em creches públicas
O número de vagas nas creches públicas e a situação da educação infantil foram pauta de uma audiência pública, na tarde de desta terça-feira (20) na Câmara Municipal. Segundo dados levantados em um encontro prévio, organizado pelo vereador Jucelio Maria (PSB), as creches precisariam de 2.155 vagas para atender a demanda atual. A sessão aconteceu um dia após o anúncio por parte da PJF da construção de 12 creches, com abertura de 1.646 vagas para crianças de 0 a 3 anos.
Participaram da plenária os secretários de Desenvolvimento Social e de Governo, Flávio Cheker e José Sóter de Figuerôa Neto, o diretor-presidente da Amac, João Batista da Silva, a vice-presidente do Sindicato de Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Fátima Cardoso, além de representantes da Secretaria de Educação. A conselheira tutelar Maria de Lourdes Dias, argumentou que, além da falta de vagas, as crianças atendidas pelas creches sofrem com o desligamento do serviço. Elas não podem ser cortadas das creches sem que os pais sejam responsabilizados por não as levarem às instituições. O Conselho Tutelar só é notificado quando o desligamento já ocorreu.
CadÚnico
A vereadora Ana Rossignoli (PDT) citou o sistema de cadastro e o critério de vulnerabilidade social para inserção nas creches públicas e denunciou que algumas instituições não estariam atendendo crianças carentes. Já Cheker citou o Cadastro Único para Programas Socais (CadÚnico) como estratégia para acabar com os apadrinhamentos e favores políticos e revelar a real demanda da cidade, além de organizar o sistema. O CadÚnico identifica as famílias de baixa renda, apontando a realidade socioeconômica e reunindo informações de todo o núcleo familiar. Em Juiz de Fora, cerca de 16 mil famílias estão cadastradas no programa.
Tribuna








