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‘É um milagre’, diz bancária sobre queda


Por Eduardo Maia

20/04/2016 às 07h00- Atualizada 20/04/2016 às 08h26

"Como as pedras são escorregadias, desequilibrei, meu corpo foi para trás, e eu caí." (Foto: Arquivo pessoal)
“Como as pedras são escorregadias, desequilibrei, meu corpo foi para trás, e eu caí.” (Foto: Arquivo pessoal)

Depois de passar por um grande susto ao sofrer uma queda de uma cachoeira no Parque Estadual do Ibitipoca, conhecida como Janela do Céu, no último sábado, a bancária Thaís Carla Mota Pereira, 27 anos, aguarda por alta na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. Os médicos a informaram que a liberação pode ocorrer ainda nesta semana. Natural de São Gonçalo (RJ), ela conversou com a Tribuna nesta terça-feira (19) e relatou momentos de tensão vividos após a queda na cachoeira que tem aproximadamente 35 metros de altura, o equivalente a um prédio de cerca de dez andares. “Já passei por cirurgia, já consegui andar com a ajuda do médico. É um milagre, e tenho que agradecer muito a Deus por isso”, afirma.

Thaís relata que ela e os amigos tiravam fotos próximo ao topo da queda d’água, quando escorregou nas pedras. “Tirei foto das minhas colegas, e elas foram tirar a minha. Fiz pose e, como as pedras são escorregadias, desequilibrei, meu corpo foi para trás, e eu caí. Eu não conseguia respirar, tentava me agarrar em uma das pedras e só consegui quando caí no poço. Parecia uma eternidade até chegar lá embaixo. A única sensação que eu tinha é de que iria morrer”, conta.

A bancária relata que os amigos ficaram desesperados diante da situação. Com a altura do local, eles não conseguiam enxergá-la e ouviam apenas os gritos. A chegada do resgate deu esperanças à vítima da queda. “Embora consciente, a gente perde a noção de tudo. O lugar era de difícil acesso. Os bombeiros desceram fazendo rapel, me imobilizaram, subiram com a maca para o helicóptero usando uma corda. Eu sentia muito frio por causa da água da cachoeira, meu corpo estava gelado, e um bombeiro tirou o casaco dele e me cobriu. Nunca irei me esquecer disso.”

Após o resgate do Corpo de Bombeiros, Thaís foi levada para a Santa Casa, com ferimentos nas pernas. Segundo ela, conseguia “sentir as pernas e os braços, mas muita dor na nuca, não conseguia respirar e tinha muita tonteira”, diz. Ela estava acompanhada de um grupo de amigos que costuma se aventurar em trilhas do tipo e relata que seu “sonho” era conhecer Ibitipoca .

O episódio causou comoção, principalmente por se tratar de um local muito visitado por turistas, principalmente aos finais de semana e feriados. Com dicas de guias turísticos que atuam no Parque Estadual do Ibitipoca, a Tribuna chama a atenção para medidas de segurança nesses locais (ver quadro), bem como a atenção que turistas devem ter ao andar em áreas florestais e cachoeiras. A Tribuna tentou ainda o contato telefônico com a administração do parque, mas as ligações não foram atendidas.

cuidados em áreas florestais