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Promotor propõe TAC ao Terminal Rodoviário


Por Tribuna

19/08/2011 às 20h36

A polêmica envolvendo a proibição das pessoas acompanharem os viajantes até a porta dos ônibus, na Rodoviária Miguel Mansur, pode estar chegando ao fim. O promotor Plínio Lacerda, do Ministério Público Estadual, propôs que a Sinart, empresa que opera o terminal, assine um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e volte a liberar o fluxo no local. Na solicitação, ele sugere que os acompanhantes passem a ser identificados por um formulário, disponível nas empresas de ônibus. No documento, deverão ser preenchidos o nome e o número da carteira de identidade da pessoa, que seria entregue na roleta de embarque.

Segundo o gerente da rodoviária, Arthur Bittencourt, a Sinart não teria problemas em assinar o termo, no entanto, ele salienta a necessidade de consultar a Prefeitura. Prestamos um serviço para a Secretaria de Trânsito. Nos próximos dias, vamos nos reunir e apresentar a proposta da promotoria. Já a Settra, por meio de sua assessoria, afirma que ainda não recebeu qualquer comunicado da Sinart ou Ministério Público e aguarda outras informações para se posicionar.

Usuários do terminal reclamam da proibição. Nem no Rio de Janeiro, onde o terminal é muito maior, existe isso, observa a professora Consuelo Villela, 58. O comerciante Mario Sérgio, 59, acha que a liberação da área pode ser importante para auxiliar os passageiros. Algumas mulheres viajam com muitas bagagens e não conseguem carregar tudo. Poderíamos entrar e ajudar.

Atualmente é permitida somente a passagem daqueles que acompanham idosos, crianças com até 12 anos e doentes físicos ou mentais. A proibição existe desde janeiro deste ano, após o Executivo assinar uma lei conhecida como Taxa do Beijo, que permitia a entrada de acompanhantes na área de embarque sem o pagamento do valor cobrado até então. Alegando questões de segurança, já que sem a cobrança o fluxo de pessoas próximas aos ônibus aumentaria, a rodoviária proibiu o acesso.