Comunidade cobra abertura de Curumim
Moradores do Jóquei Clube, bairro da Zona Norte com um dos maiores índices de criminalidade violenta da cidade, envolvendo, sobretudo, adolescentes, cobram o início das atividades do Curumim Santa Maria, inaugurado no início de junho. Quase um mês e meio depois, a unidade instalada na Rua Venina Rocha de Almeida não pode abrir as portas já que uma rede de alta tensão passa sobre a quadra poliesportiva. De acordo com a Cemig, a estimativa é de que a obra seja realizada entre 60 a 90 dias. A Prefeitura, no entanto, diz que a previsão é de que as atividades tenham início já no dia 12 de agosto.
Diante da indefinição sobre a abertura da unidade, que vai atender 120 crianças e adolescentes, com idades de 5 a 14 anos, fora do horário escolar, a comunidade ameaça danificar a estrutura. Estão ameaçando quebrar a unidade e colocar fogo porque dizem que as crianças estão nas ruas, enquanto deveriam estar aqui dentro, comentou um vigia. Viver no bairro está muito complicado por causa da violência. Não podemos andar nas ruas por conta das brigas desses meninos. Todo dia tem tiro. Agora temos o Curumim, mas nossas crianças continuam nas ruas. Isso precisa ser resolvido, cobrou uma moradora do bairro, que tem quatro filhos em idade escolar.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) informou que a demanda foi encaminhada à Secretaria de Obras e à Cemig. A Secretaria de Obras disse que, como pelo local passa também o cabeamento de uma operadora de telefonia celular, foi firmada uma parceria para que a empresa arcasse com a obra. Segundo a assessoria da Cemig, o pagamento para execução da intervenção já foi realizado.
Matrícula
O Curumim Santa Maria funcionará em dois turnos: manhã, das 8h às 11h, e tarde, das 13h às 16h, com atividades artísticas, recreativas e esportivas. De acordo com a coordenadora da unidade, Sílvia de Campos Ewald, o objetivo é retirar crianças e adolescentes das ruas e disseminar a cultura de paz entre eles. Esperamos trabalhar com a prevenção, trabalhando a não violência. Conforme a coordenadora, a equipe técnica está na unidade para orientar a comunidade sobre o processo de matrícula.









