Ouça agora

Juiz de Fora terá plano de redução de risco


Por Tribuna

19/02/2012 às 07h00

Juiz de Fora está entre os quatro municípios mineiros a serem contemplados com planos que visam a reduzir os riscos e as consequências das chuvas, principalmente problemas relativos aos deslizamentos de terra. Barbacena, Itabira e Poços de Caldas são as outras cidades beneficiadas. Conforme o Governo de Minas, essas foram as primeiras cidades escolhidas "por apresentarem histórico de problemas relacionados ao período chuvoso, tais como homologação de decretos de emergência, óbitos e estragos".

O projeto do estado foi selecionado por meio do Programa de Aceleração de Crescimento 2 (PAC 2), do Governo federal, que já liberou R$ 440 mil para que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) elabore – até o segundo semestre de 2013 – os Planos Municipais de Redução de Risco (PMRRs). Com a verba, Minas deve abrir processo licitatório para contratação de uma empresa que será responsável pelo mapeamento das áreas de risco e pela elaboração de propostas. Segundo a assessoria de comunicação do Governo estadual, os planos serão realizados em parceria com a União e os municípios, e a população poderá discutir as propostas em audiências públicas. Depois de concluídos, os planos serão enviados para execução nas cidades.

Ainda conforme o Governo de Minas, o PMRR será pré-requisito para a futura captação de recursos, tanto em âmbito federal quanto estadual, que possibilitem colocar as propostas em prática. Cada plano terá o objetivo de estabelecer ações prioritárias voltadas para a prevenção de riscos e a redução gradativa do número de mortes nas áreas diagnosticadas.

Juiz de Fora já havia iniciado um mapeamento com esse intuito em 2007, mas com foco em áreas de assentamento precário. Em 2010, o estudo das áreas começou a ser ampliado para outros pontos da cidade. No entanto, até o momento, o município ainda não tem o diagnóstico da totalidade de seu território e, por isso, assim como a maioria das cidades brasileiras, não conta com sistema de alerta e alarme capaz de reduzir prejuízos e evitar óbitos. A expectativa é de que o PMRR possa contribuir com informações que permitam desenvolver mais ações preventivas.