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Estratégia para conter brigas garante tranquilidade


Por SANDRA ZANELLA

19/02/2012 às 07h00

O esquema de policiamento diferenciado adotado pela Polícia Militar este ano, com blitze desde as saídas dos bairros, garantiu a tranquilidade dos milhares de foliões que se divertiram na Banda Daki. Os gradis instalados pela Prefeitura nas ruas perpendiculares à Rio Branco, inclusive no Parque Halfeld, permitiram abordagens a suspeitos e uma espécie de controle do acesso. A presença de um policial, equipado com binóculo, filmadora e rádio de comunicação, e suspenso em uma gaiola por um guindaste, também permitiu a visualização de qualquer sinistro. De acordo com o comandante da 3ª Companhia de Missões Especiais (CME) e responsável pelo sistema de segurança do evento, major Paulo Henrique da Silva, foram registradas cerca de cinco brigas generalizadas na avenida, que foram dispersadas pelos policiais sem a constatação de feridos. A primeira delas aconteceu às 15h30, quando o cortejo já se aproximava do Parque Halfeld. Também no início da dispersão, militares precisaram atuar em um tumulto.

Algumas ocorrências foram consideradas pontuais. Após a passagem da banda pela Praça do Riachuelo, uma mulher foi vítima do crime conhecido como saidinha de banco. Segundo a PM, ela havia sacado dinheiro em um caixa eletrônico e, ao sair, teve R$ 50 roubados. A dupla, armada com faca, foi presa logo depois. Na Rio Branco com Mister Moore, um homem foi detido com cerca de 20g de maconha. Próximo a ele, a PM encontrou um revólver calibre 22. Outra apreensão de arma ocorreu durante as abordagens nos bairros para prevenir possíveis confrontos de grupos de jovens rivais. Em blitz por volta das 12h30 no São Pedro, na Cidade Alta, um rapaz, 18, foi preso com um revólver calibre 38 e seis munições. Ele era passageiro de um carro interceptado pelos policiais, e a suspeita é de que seguiria para a banda.

Segundo o major Paulo Henrique, dos 400 militares mobilizados no evento, 280 atuaram diretamente no percurso pelas avenidas dos Andradas e Rio Branco, e 120, no entorno. Foram empregados 14 conjuntos de cavalaria, 26 viaturas, incluindo micro-ônibus, além de 12 motos. Em cada lado dos trios elétricos, havia nove grupos de cinco policiais a pé. O trabalho preventivo funcionou, avaliou o comandante. A opinião foi compartilhada pelo assessor de comunicação do 2º Batalhão, tenente Marcelo Alves. A estratégia de intensificar o policiamento nas vias de acesso, abordando carros, ônibus e táxis, deu resultado. No final, a preocupação era com a dispersão. Os policiais se espalharam para a Santo Antônio e Getúlio Vargas. Nos bairros, as companhias também montaram um esquema para o retorno dos moradores, disse o major. Para o comandante da 30ª Companhia, capitão Márcio Coelho, o percurso da Banda Daki foi tranquilo. Cinco brigas diante de um público de 25 mil é praticamente irrisório.