Polícia investiga morte após ingestão de remédio
Uma mulher de 36 anos foi detida por suspeita de ajudar no suicídio do companheiro dela, 32, ocorrido supostamente após a ingestão de remédios de uso controlado, na madrugada de terça-feira (18), no Borboleta, Cidade Alta. Segundo a PM, quando a equipe chegou à casa, na Rua Irmão Menrado, o Samu já havia constatado o óbito da vítima. A mulher contou aos militares que havia retornado de um bar com o homem, e que ele teria dito que queria colocar um fim na própria vida. Em seguida, teria pedido à companheira para pegar alguns remédios e teria ingerido os comprimidos no banheiro, com bebida alcoólica. Apesar das tentativas de reanimar a vítima, ela não resistiu. O corpo foi levado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML).
Diante da informação prestada pela mulher aos policiais, ela recebeu voz de prisão em flagrante por suspeita de ter colaborado com o suicídio. Ao prestar declarações na Polícia Civil, ela contou que morava há mais de um ano com a vítima e negou ter contribuído para a morte dela. A mulher disse que o homem havia discutido com um colega de trabalho e perdido o emprego no dia anterior e que, por isso, haviam ido beber.
Ainda conforme o depoimento, na volta para casa, o homem teria continuado bebendo e pediu os remédios, que seriam da filha da companheira, que sofreria de epilepsia. A suspeita alegou ter pego os medicamentos para jogá-los fora, mas a vítima teria retirado os comprimidos de sua mão e os ingerido com cachaça. A mulher afirmou que o homem teria usado de força física para pegar os remédios e que não saberia informar quantas unidades teriam sido ingeridas. Após a vítima passar mal, ela teria corrido para a rua pedindo ajuda, e o Samu foi acionado. No local, a PM apreendeu 11 comprimidos e uma garrafa vazia.
O delegado Luciano Frade Rocha informou não ter tido elementos suficientes para comprovar que a suspeita teria auxiliado o companheiro a tomar os medicamentos. Ela foi liberada e vai responder ao inquérito em liberdade. Uma perícia foi solicitada na casa do Borboleta, e o caso seguiu para investigação na 2ª Delegacia de Polícia Civil.









