Explosão em cisterna deixa 5 feridos, 3 em estado grave

ACIDENTE OCORREU na tarde de ontem em garagem de prédio no Bairro Passos DANIELA ARBEX
A explosão de uma cisterna deixou cinco pessoas feridas, sendo três delas em estado grave, na garagem de um edifício residencial na Rua Severino Meirelles, no Bairro Passos. O acidente ocorreu por volta das 15h de ontem, e o barulho foi ouvido a mais de um quilômetro de distância do local, assustando todo o entorno. O zelador do edifício José Antônio Rosa, 58 anos, a filha de uma moradora do prédio, Consuelo Esteves de Souza, 50, e o bombeiro hidráulico, Vinícius Monteiro Cardozo, 68, que realizaria a impermeabilização da cisterna, tiveram grandes queimaduras, principalmente no rosto e no braço. Dois homens que trabalhavam na portaria também precisaram de atendimento após um deles sofrer queda de escada. Com queimaduras de 1º e 2º grau, três dos cinco feridos precisaram ser internados. A Defesa Civil foi acionada para verificar a segurança do prédio, mas a estrutura não foi abalada.
De acordo com o subtenente do Corpo de Bombeiros Flávio Bizotti, como a cisterna ficou vazia e fechada por alguns dias, propiciou a formação do gás metano. Ele explicou que o metano possui pouca solubilidade na água e, quando adicionado ao ar, torna-se altamente explosivo. Durante a manutenção de uma caixa d’água provisória, um maçarico foi utilizado pelo bombeiro hidráulico para soldar um equipamento próximo à cisterna, ocorrendo a explosão. Gustavo Cardoso, 34 anos, filho do bombeiro, afirmou que o pai tem mais de 50 anos de experiência no ramo e nunca havia se acidentado no trabalho. “Se virem a pochete que ele usava, não dá para acreditar no que houve. Queimou tudo”, contou o rapaz.
Após a explosão, os feridos correram para a calçada. O autônomo Carlos Roberto da Silva, 59, que trabalha na área disse que houve desespero. “Ninguém sabia o que havia ocorrido. Foi então que vi uma mulher muito queimada sentada em uma cadeira na porta do prédio. Ela estava consciente”, contou. O vendedor referiu-se a Consuelo que acompanhava o serviço de manutenção da cisterna. O síndico do prédio, Marco Túlio Raposo, 39, foi quem levou Consuelo para o Monte Sinai. “Ela estava calma, porém muito queimada e sentindo dor.” . Consuelo aguardava transferências para a Santa Casa até o fechamento desta edição. Os outros dois queimados foram para o HPS. Já os outros dois foram submetidos a exames radiológicos.









