UFJF terá lista tríplice em 60 dias

Chein afirmou que não pretende renunciar ao mandato de vice (LEONARDO COSTA/17-11-15)
Atualizada em 20/11/2015, às 17h45
O vice-reitor no exercício da Reitoria UFJF, Marcos Chein, se reuniu ontem com o Conselho Universitário (Consu) para formalizar a renúncia do agora ex-reitor Júlio Chebli, que entregou carta com pedido de desligamento na última segunda-feira. O documento será enviado ao Ministério da Educação (MEC) na manhã de hoje. Chein garantiu a continuidade dos processos institucionais até que seja escolhido o novo nome que irá assumir oficialmente a universidade. O Consu terá 60 dias para a indicação de uma lista tríplice ao MEC, contados a partir da publicação da exoneração de Chebli no Diário Oficial da União. Chein, que é professor da Faculdade de Direito, adiantou que não pretende concorrer à Reitoria, mas ressaltou que não irá se desfazer do cargo de vice-reitor.
“Não pretendo desfazer da vice-reitoria. Tenho um compromisso moral e cívico com esse mandato. As pessoas me elegeram, confiaram em mim e vou terminar o mandato de vice-reitor seja lá quando for. É importante dizer que não há renúncia do vice-reitor. Não tenho motivos para renunciar, mas tenho motivos para continuar liderando a UFJF para que não haja um vácuo de poder e uma crise institucional grave”, destacou, em coletiva à imprensa. A fala de Chein é emblemática, pois ventila-se a possibilidade de o Consu indicar a lista tríplice apenas para o cargo de reitor, sem que seja necessária a indicação de um novo vice.
Chein assegurou ainda que os pró-reitores que estavam no cargo serão mantidos, à exceção do professor da Faculdade de Economia Alexandre Zanini, que ocupava, até o último dia 13, a pasta de Planejamento e Gestão e pediu a exoneração. “O pró-reitor de Obras, Rubens Oliveira, assumiu interinamente para que os processos não sejam interrompidos. Estou trabalhando para encontrar um substituto e rearranjar a equipe”, esclarece.
O orçamento da UFJF para o ano de 2016 não deverá sofrer impactos. Segundo o vice-reitor em exercício da Reitoria, Zanini teria encerrado o processo de elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A proposta agora depende da aprovação pela Câmara dos Deputados. “Terei um tempo para nos apossar dessas informações mais específicas e entender como as rubricas foram divididas”, explica, referindo-se aos recursos destinados ao custeio, entre eles o pagamento de bolsas. Chein ainda assegurou o andamento das obras com contratos já pactuados.
Transparência
Questionado em relação às cobranças por mais transparência no exercício da função administrativa, Marcos Chein garantiu que irá exercê-la, mas afirmou ser necessário cobrar isso dos novos candidatos. “É muito fácil falar de transparência, mas difícil colocar em prática se não houver respeito, o mínimo de diálogo. A questão da transparência tem soado, muitas vezes, de forma muito demagógica. Vamos pensar sobre o tipo de universidade que queremos construir para os próximos anos. É preciso o respeito ao diálogo. Não adianta falar em publicidade, em transparência, quando se quer falar apenas aquilo que lhe interessa enquanto indivíduo”, sentenciou.









