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Sete cursos têm índice insatisfatório no Enade


Por Tribuna

18/11/2011 às 07h00

Sete graduações oferecidas em Juiz de Fora apresentam índice de qualidade insatisfatório, de acordo com o Conceito Preliminar de Curso (CPC), divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). Dos oito cursos da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) avaliados em 2010, apenas o de farmácia ficou na média, com nota 3. Já biomedicina, enfermagem, fisioterapia, medicina, veterinária e tecnologia em gestão ambiental, todos com conceito 2, e educação física, com 1, estão sob observação do MEC e impedidos de ampliar o número de vagas. Com o resultado, a instituição também fica proibida de abrir novos cursos.

A avaliação, que varia entre 1 e 5 pontos, é baseada, prioritariamente, na performance dos acadêmicos concluintes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), mas também leva em conta a infraestrutura e os projetos político e pedagógico de cada curso. Conforme a diretora interina da área da saúde da Unipac, Adriana Carvalho, a instituição considera o resultado do Índice Geral de Cursos (IGC), que sintetiza a qualidade da graduação, mestrado e doutorado das instituições de ensino superior . Embora ela alegue que a universidade alcançou a faixa 3 neste indicador, considerada satisfatória, a unidade de Juiz de Fora da Unipac aparece sem conceito na tabela divulgada ontem pelo Governo federal. "Vamos aguardar o relatório do MEC para fazermos as alterações que julgarem necessárias", afirma.

UFJF perde posições

Pelo IGC 2010, a UFJF aparece na 30ª colocação entre as instituições públicas de ensino superior do país. No levantamento realizado em 2009, a universidade estava na 18º posição. Apesar da queda no ranking, a UFJF manteve-se na faixa 4. Entre os cursos com bom desempenho (faixa 4 ou 5), aparecem medicina, odontologia, farmácia, fisioterapia e enfermagem. Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, o IGC apresenta falhas. "O índice compara universidades de realidades diferentes, algumas muito grandes, com vários cursos, e outras pequenas. Isso deveria ser modificado." Outro aspecto que teria contribuído para a posição da UFJF, segundo Magrone, seria a realidade dos cursos de pós-graduação, que são recentes e ainda necessitam de tempo para se consolidar.