Reviravolta no caso de fogo em ônibus

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Adicionar Tribuna de MinasA linha de investigação do caso do ônibus urbano incendiado por meio de coquetéis molotov, no Bairro Santa Cruz, sofreu uma reviravolta. Nesta quarta-feira (18) o delegado à frente do caso, Rodolfo Rolli, informou que a ação, ocorrida na madrugada do último dia 12, foi provocada por seis moradores motivados pelo uso de bebida alcoólica e consumo de drogas. Depois de ouvir 17 pessoas, entre a última segunda-feira e a tarde desta quarta-feira, o policial descartou a participação do grupo autodenominado "Bonde do Scooby" na prática delituosa. "Já identificamos os suspeitos e, entre eles, há dois adolescentes. Todos serão intimados a prestar informações num prazo de dez dias", afirmou o policial.
Ainda conforme Rolli, os envolvidos poderão responder pelos crimes de dano ao patrimônio público, formação de quadrilha e porte de arma. "Os maiores de idade terão representadas suas prisões preventivas, enquanto os adolescentes vão ter os acautelamentos solicitados à Justiça", enfatizou o delegado, acrescentado que cinco perícias já foram solicitadas e expedida ordem de serviço para localização dos suspeitos. Caso os maiores sejam condenados, a pena pelos crimes pode chegar a dez anos de prisão.
O delegado disse que ainda vai esclarecer qual a participação do adolescente de 16 anos, apreendido na última segunda-feira. O jovem é suspeito de ter jogado óleo no ônibus, preparando o veículo para ser incendiado. O casaco marrom com a gola queimada encontrado na residência dele seria semelhante ao usado por um dos criminosos nas imagens. Como apontou Rolli, a ação dos moradores foi isolada e de vandalismo. "Também não tinha nada a ver com protestos para melhoria do transporte público naquela região. Tudo leva a crer que tenha sido algazarra e vandalismo."
Apesar de ninguém ter ficado ferido, o bando encapuzado e armado levou medo a cinco passageiros, além do motorista e cobrador da Viação São Francisco. A investigação da Polícia Civil já apontou que uma das armas usadas na ação foi dispensada e está desaparecida.









