Falta de recursos e receio de cansar o eleitor vão atrasar as campanhas nas ruas
Os panfletos, cavaletes, bandeiras, carros de sons e comícios característicos das campanhas eleitorais ainda vão demorar mais alguns dias para ganhar as ruas e avenidas de Juiz de Fora. Falta de recursos associada ao receio de cansar o eleitor são apontados como principais motivos de adiamento. PMDB, PSDB e PT, com os maiores tempos no rádio e na TV, devem aguardar o início do horário eleitoral gratuito, previsto para o dia 21 de agosto, para colocar seus blocos na rua com força total. Enquanto isso, PSTU, PCB e PRP pretendem insistir na tradicional fórmula sola de sapato e saliva para convencer o eleitorado. Os dois primeiros devem dar início as mobilizações de campanha já na próxima semana. O PRP, com candidatura de Marcos Aurélio Paschoalin impugnada, ainda não definiu qual estratégia eleitoral será usada.
Os coordenadores do comitê à reeleição do prefeito Custódio Mattos (PSDB) ainda não definiram a data para o lançamento da campanha. São consideradas certas, no entanto, as presenças do governador Antônio Anastasia (PSDB) e do senador Aécio Neves (PSDB). Os dois fizeram compromisso de comparecer no evento inaugural dos tucanos de Juiz de Fora para compensar a ausência na convenção do partido. Por enquanto, estão sendo feitas reuniões diárias com diferentes representantes da sociedade civil organizada, líderes comunitários e formadores de opinião para continuar a elaboração do plano de governo. As propostas também estão sendo colhidas pela internet por meio do projeto "Juiz de Fora Precisa de Você".
No caso do PT, como manda a tradição do partido, as primeiras ações de campanha acontecem junto aos movimentos sociais por meio de encontros e debates. Paralelamente a esses eventos iniciais, vai sendo montado o plano de governo. O prazo exato para a candidata Margarida Salomão (PT) ganhar as ruas ainda não foi definido. A estratégia passa também por aguardar o início da propaganda eleitoral gratuita, como defendido pelos tucanos, mas pode haver antecipação. O receio de alguns dirigentes da legenda quanto à entrada prematura no embate é de cansar o eleitor ou ainda perder fôlego antes do término do processo. Por outro lado, quem chegar primeiro pode obter alguma vantagem quanto ao ineditismo.
O PMDB garante ter plano de governo adiantado e a campanha bem encaminhada. Os coordenadores de campanha da legenda vão aguardar pela propaganda no rádio e na TV para dar peso às mobilizações eleitorais. Por ora, vão levar a candidatura de Bruno Siqueira (PMDB) para os bairros e distritos. A estratégia é investir no contato pessoal, no tête-à-tête. Victória Mello (PSTU) espera ir para as ruas já na próxima semana. Sua equipe de trabalho finaliza a primeira leva de material para ser distribuído. A proposta de mobilização inicial é alcançar os trabalhadores nas feiras e nas portas das fábricas. Para Laerte Braga (PCB), a campanha deve acontecer de fora para dentro. Os comunistas iniciaram conversas em grupos nos bairros mais afastados e esperam caminhar em direção à região central ao longo da campanha.








