Polícia ainda não investiga caso de estupro na UFJF
Quatro dias após o registro do estupro de uma estudante de 17 anos, que teria acontecido no Campus da UFJF, as polícias ainda não iniciaram as investigações. O trâmite burocrático emperra o início da apuração do crime. Somente ontem ficou definido que caberá à Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, o acompanhamento do caso, e não à Polícia Federal. Mesmo assim, até a tarde de ontem, o expediente ainda não havia chegado nas mãos da delegada titular da especializada em crimes de família, Maria Isabella Bovalente.
Indignados, os pais da caloura do Curso de Artes e Design informaram que já entraram em contato com advogados no município onde moram, no interior paulista, os quais ficarão responsáveis por cobrar agilidade na apuração. Não tivemos retorno das polícias. Não estamos nem surpresos com essa demora. Como tudo no país, acredito que não vá dar em nada. Mas nossos advogados ficarão em cima. É uma pena porque, se não houver rigor na investigação, outras pessoas podem acabar sendo vítimas como nossa filha, comentou o pai da adolescente, ontem, quando seguia para casa.
Segundo ele, a filha não voltará para cursar a faculdade na UFJF. Juiz de Fora acabou para ela. Escolhemos a instituição por ser segura. Permitimos que ela fosse à festa porque aconteceria dentro do local onde estuda, onde havíamos subentendido que estaria em segurança. Mas aconteceu tudo ao contrário, desabafou o pai.
A UFJF informou ontem que, durante todo o dia, levantou informações sobre o crime, mas que, somente no final da tarde, o Setor Jurídico teve acesso ao boletim de ocorrência da Polícia Militar. A instituição garantiu que irá tomar providência administrativa. Até sexta-feira, o reitor Henrique Duque, que está em viagem, deve anunciar uma medida a curto prazo para regular os eventos no campus. A instituição ainda informou que o reitor irá procurar a família da adolescente e se colocar à disposição.








