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Polícia Civil investiga homicídio de camelô


Por Tribuna

18/01/2012 às 17h12

Foi encaminhado ao Ceresp no início da manhã desta quarta-feira (18) o homem de 25 anos suspeito de envolvimento na execução do camelô Glauco Ramos Ferreira da Silva, 33. Ele foi autuado por homicídio e por tentativa de assassinato, já que um tiro foi disparado contra uma viatura policial durante perseguição na Avenida Brasil e, por pouco, não atingiu um militar. O suspeito ainda teve o flagrante confirmado por tráfico, em decorrência das drogas encontradas na residência dele, no Santo Antônio, Zona Sudeste, e por corrupção de menores. Este último crime foi imputado a ele porque a morte a tiros em plena luz do dia na confluência das avenidas dos Andradas e Rio Branco com a Rua Silva Jardim, Centro, teria tido a participação de três adolescentes, de 14, 15 e 17 anos.

O trio também foi apreendido durante rastreamento da PM e encaminhado hoje à Vara da Infância e Juventude, segundo informou a titular da 7ª Delegacia Distrital, responsável pela investigação do caso, Mariana Veiga. "Eles foram apresentados com pedido de acautelamento (no Centro Socioeducativo) devido à gravidade dos fatos." No plantão da 1ª Delegacia Regional, os garotos foram autuados pelos atos infracionais análogos a homicídio, tentativa de assassinato e tráfico de drogas.

A delegada requisitou as imagens do circuito de vigilância da agência bancária, que teria gravado a chegada dos atiradores e a execução, ocorrida em frente ao estabelecimento. "Também estamos empreendendo outras diligências para apurar a motivação do crime e o possível envolvimento de outras pessoas. Até agora tudo indica que o homicídio esteja relacionado ao tráfico de substância entorpecente, porque o homem preso atuava na comercialização de drogas na região do Santo Antônio."

Antes de ser levado ao Ceresp, ele se reservou ao direito de só prestar declarações em juízo. Já os adolescentes, contaram versões diferentes. Segundo a PM, as imagens mostraram que um dos suspeitos já estava na calçada com capacete na mão, quando outro chegou em uma moto, parou junto ao meio-fio, desembarcou e encontrou com o comparsa. Os dois estavam armados e teriam descarregado os revólveres em cima do ambulante, que teria sofrido cerca de dez perfurações. "O número de tiros só será confirmado com o laudo da necropsia", disse a Mariana Veiga.