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Moradores querem obras imediatas no córrego Tapera


Por Lidiane Abreu

17/11/2011 às 12h27

Moradores de diversos bairros da região Nordeste da cidade começaram a recolher assinaturas para um abaixo assinado cobrando ações imediatas da Prefeitura para o córrego Tapera. A Associação de Moradores do Santa Terezinha (AMST) pretende encaminhar as assinaturas ao Ministério Público, solicitando que sejam depositados em juízo os valores da taxa de esgoto pagos pela população dos bairros cortados pelo córrego. O objetivo é de que os recursos possam futuramente ser usados na execução das obras de canalização. Estamos cansados deste ping-pong de promessas feitas por secretários de diversas administrações, Câmara, orçamento participativo, diz o presidente da AMST, Altamir Nunes. O recolhimento das assinaturas acontece na Praça Santa Terezinha, até o dia 25. Segundo a assessoria da Secretaria de Obras, deve ser lançado nas próximas semanas o edital de licitação para obras no eixo do Rio Paraibuna, do qual o Tapera é afluente. Conforme a pasta, com orçamento estimado em R$ 70 milhões, as intervenções devem contemplar a captação do esgoto in natura, que deixará de ser lançado no córrego.

Essa é a expectativa da enfermeira Sônia Maria da Silva, 59 anos, moradora da Rua Paracatu. É muito mato, que atrai ratos e mosquitos. Quando não chove, o cheiro de esgoto que entra pela minha janela é uma coisa insuportável. Quando chove, o córrego enche, começa ajuntar lixo e esgoto e, muitas vezes, transborda, explica. Nos últimos 40 anos, já vi alagar muitas vezes. Mas a situação piorou muito quando foi feita aquela obra de bifurcação em Santa Terezinha. Aí os alagamentos começaram a chegar até a Rua Alencar Tristão, relembra o comerciante José Pereira da Rocha, 78 anos.

A Secretaria de Obras informou que, com a licitação das obras do eixo do Paraibuna serão instalados tubulações para a coleta do esgoto que antes era lançado diretamente nos córregos que fazem parte da bacia. O orçamento também prevê a construção de cinco estações elevatórias que conduzirão o material até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Granjas Bethel. Entretanto, não foi informado o prazo para início das intervenções que, após iniciadas, devem levar dois anos para serem concluídas.