Settra descarta adoção de 3ª faixa na Getúlio
Atualizada às 21h51
Cerca de 20 dias após a realização da experiência na Avenida Getúlio Vargas que destinou três faixas de rolamento exclusivas para o transporte coletivo e uma para os demais veículos, a possibilidade de a medida ser implantada foi descartada pela Settra em um primeiro momento. Em balanço divulgado nessa quinta-feira (17), o órgão informou que o teste resultou em um aumento de 35% na velocidade média operacional dos ônibus. O resultado é uma comparação com o mês de agosto, quando foi feita uma reprogramação no tempo dos semáforos na via.
Na visão do secretário Rodrigo Tortoriello, mesmo com a avaliação positiva, a criação da terceira faixa na via não deve ocorrer em breve. "Não temos contingente suficiente disponível para realizar o trabalho por vários dias. Já a demarcação física dessa alteração depende de obras, e estamos aguardando a finalização dos estudos sobre a revitalização da Getúlio. Caso consigamos melhorar o tráfego com essas obras, não haveria necessidade de implantar a terceira faixa. Estamos priorizando medidas definitivas", explicou. As obras de revitalização da Getúlio Vargas estão incluídas na segunda etapa do programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O projeto prevê investimentos na ordem de R$ 30 milhões, que serão utilizados em obras de mobilidade urbana na cidade.
Nos dois dias de teste, realizados em setembro, a velocidade operacional obtida na avenida aumentou para 14,63 km/h, em média. Este número representa um aumento de 65% em comparação a maio, quando ainda não havia sido feito o reajuste dos semáforos. "Priorizando o transporte público, é possível melhorar a qualidade do serviço e do trânsito da cidade. A fluidez e a eficiência podem se tornar atrativos para que as pessoas passem a deixar seus carros em casa."
Trânsito comprometido
Com relação ao transporte individual, o secretário confirmou que o teste culminou em transtornos, mas o resultado já era esperado. Segundo ele, como o objetivo principal do estudo era a avaliação do ganho de velocidade dos ônibus na área, as equipes não realizaram análise dos demais automóveis durante o teste. "Percebemos um impacto negativo no trânsito dos veículos particulares, porque diminuímos o espaço para o tráfego deles."
Já no que se refere ao trânsito no entorno, Rodrigo Tortoriello garante que o principal problema identificado foi para os ônibus que seguiam pelas vias Silva Jardim e Roberto de Barros, para depois chegar até a Getúlio. "Talvez fosse o caso de realocar o ponto em frente ao Santa Cruz Shopping, porque identificamos problemas para acessar aquela via (Rua Jarbas de Lery)." Contudo, para os ônibus que seguiam pela Avenida Francisco Bernardino e Rua São Sebastião, o fluxo foi positivo. "A velocidade para os coletivos que trafegam nesses locais foi até melhor do que na própria Getúlio", explicou.








