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Simpósio da UFJF debate desafios da ONU e da nova ordem mundial

Evento reúne conferências, mesas temáticas, minicursos, cine debates e lançamentos de livros entre 22 e 25 de setembro


Por Tribuna de Minas

17/09/2026 às 19h06

Os 81 anos da Organização das Nações Unidas (ONU) entram em pauta no debate do Simpósio “80+1: a ONU e a nova (des)ordem mundial”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGHis) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entre os dias 22 e 25 de setembro. O evento pretende discutir os desafios contemporâneos das ações de cooperação internacional, direitos humanos, preservação cultural, crises humanitárias e  nova ordem mundial.

Aberto ao público geral interessado no tema, as inscrições para o simpósio podem ser realizadas gratuitamente até 18 de setembro pelo site mediador de ingressos do evento. A primeira etapa da inscrição solicita o registro como ouvinte, que permite acesso a todas as conferências e mesas temáticas. Em seguida, interessados podem se cadastrar separadamente para o minicurso ou cine debate de interesse. A participação nas atividades do Simpósio prevê emissão de certificado.

“Em um cenário marcado por crises ambientais, transformações econômicas, revoluções tecnológicas e conflitos culturais, a programação busca promover um espaço plural de debate”, destacou a UFJF por seu papel em fomentar um espaço de debate sobre temas urgentes da agenda global.

A programação reúne conferências, mesas temáticas e minicursos com debates sobre ONU, pós-guerra, multilateralismo, democracia, direitos humanos, economia e novas disputas globais. A abertura ocorre na terça (22), às 19h, com a conferência “O judaísmo, a Shoah e Gaza/Palestina: outros novos genocídios?”, com Michel Gherman. Nos dias seguintes, estão previstas mesas e conferências sobre Unesco, Direito Internacional, a ordem multilateral, a crise do neoliberalismo e as crises humanitárias.

Minicursos e cine debates

Os minicursos serão realizados de quarta (23) a sexta-feira (25), das 14h às 17h, no ICH-UFJF. Os participantes poderão escolher entre quatro opções: “1945-2025: Direitos Humanos para quem?”, com Tânia Gerbi Veiga; “Direito Internacional dos Direitos Humanos”, com Fernando Fernandes da Silva; “Rock ’n’ Roll e Relações Internacionais: entre a contestação cultural e o soft power ocidental”, com Raul Amaro de Oliveira Lanari; e “Refúgio na nova ordem mundial: contextos e dinâmicas na América do Sul”, com Rafael Alberto González González.

Os cine debates, que integram a programação expandida do simpósio, serão realizados de segunda (28) a quinta-feira (1º), às 19h. As sessões começam no Anfiteatro João Carriço, no dia 28, com “Nações Unidas: soluções urgentes para tempos urgentes”; seguem no Cine Alameda, no dia 29, com “Condor, o filme”; e terminam no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), nos dias 30 e 1º, com “Uma Verdade Inconveniente” e “O Triunfo da Vontade”, respectivamente.

Lançamento de livros

A programação também inclui lançamentos e apresentações de livros. Na quinta-feira (13), serão lançados “Os informantes de Getúlio Vargas e a política externa brasileira (1930-1945)”, de Filipe Queiroz de Campos, e “A Bibliotheca do Exército (1881–1889): um caminho pela leitura”, de Wagner Alcides de Souza, na Casa Capri Trattoria. Entre terça (22) e sexta-feira (25), estão previstos ainda lançamentos de obras sobre extrema direita, patrimônio cultural, fascismos, Revolução dos Cravos, política externa, tráfico de bens culturais e rock.

Entre os títulos estão “Diálogos em tempos difíceis: decifrando a gramática da nova extrema direita”, de Michel Gherman e Ronilso Pacheco; “Heritage and Human Rights: Laws, Institutions, Actions”, organizado por Inês de Carvalho Costa, Maria Leonor Botelho e Rodrigo Christofoletti; “Atlas del Patrimonio Latinoamericano”, organizado por Yoselin Rodríguez e Rodrigo Christofoletti; “Dicionário Crítico dos Fascismos (1922–2024)”, organizado por Francisco Carlos Teixeira da Silva, Edgar da Silva Gomes, Felipe Azevedo Cazetta, Karl Schurster e Márcia Carneiro; “O povo está com o MFA! A Revolução dos Cravos, 50 anos depois”, organizado por Maria Inácia Rezola e Lisandro Cañón; “A construção de consenso nos bastidores da OCDE”, de Fernando C. Sossai; “Protagonismo em tempos de instabilidade”, organizado por Bruna Muriel, Bruno F. Alcebino da Silva, Gilberto Marcos Antonio Rodrigues e Olympio Barbanti Jr.; “A prevenção e a repressão do tráfico internacional dos bens culturais”, de Fernando Fernandes da Silva; e “Rock: o livro”, organizado por Rita Almico, Valéria Leão Ferenzini, Edson Leão Ferenzini, Fernando Gaudereto Lamas, Luiz Fernando Saraiva e Ricky Goodwin.