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Populares reagem a suposto assalto a taxista


Por Tribuna

17/08/2012 às 10h53

*Atualizada às 17h49

Um homem de 32 anos foi espancado por populares e sofreu fratura de costela após tentativa de assalto a taxista, na madrugada desta sexta-feira (17), no Bairro Bonfim, Zona Leste da cidade. Conforme informações da Polícia Militar, por volta das 5h, um motorista, 55, estava na Rua Benjamin Constant, próximo à Avenida Rio Branco, quando um passageiro solicitou corrida para o Bairro Santa Rita. Ao chegar na Rua Barão do Retiro, o homem teria anunciado o assalto, exigindo R$ 50. A vítima gritou por socorro, quando outro taxista, 34, que passava pelo local em veículo particular, parou para ajudar. Os condutores conseguiram deter o suspeito, que foi imobilizado no chão. Pedestres que passavam pelo local teriam ficado revoltados com o crime e agredido o suposto assaltante a socos e chutes. Os agressores teriam escapado antes da chegada da PM. Ferido, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi medicado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) antes de ser levado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil.
 

O taxista alvo de roubo contou que já estava terminando o trabalho, que havia iniciado às 17h de quinta-feira. "Eu deixei um casal na Benjamin, e esse homem (preso) perguntou se eu estava livre, pedindo para levá-lo até as imediações da igreja do Bairro Santa Rita. Chegando na Barão do Retiro, ele anunciou o assalto. Falei que não tinha dinheiro, mas ele insistiu que queria R$ 50." A vítima disse não ter visto arma e contou não ter sofrido violência física. "Tentei segurá-lo, porque já tinha ficado no prejuízo da corrida de R$ 12,50, mas ele saiu correndo. Gritei por socorro, e um colega que estava passando me deu a ‘maior força’. Seguramos o homem até a polícia chegar." O motorista afirmou não ter visto os agressores do suspeito. "Foram uma pessoas que estavam passando. Elas ficaram revoltadas e o agrediram. Não consegui ver quantos eram porque estava muito nervoso."
 

O condutor disse que essa foi a primeira vez em que foi rendido durante o trabalho. "Estou há quatro anos à noite, mas a cidade está ficando mais violenta. Preciso trabalhar, então entrego nas mãos de Deus."