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Mancha de óleo chamou atenção no Paraibuna


Por Tribuna

17/07/2012 às 07h00

Tribuna flagrou ainda objetos jogados no Paraibuna, que contribuem para a degradação do rio

Tribuna flagrou ainda objetos jogados no Paraibuna, que contribuem para a degradação do rio

Uma mancha ao longo do Paraibuna chamou a atenção de quem passava pela margem do rio entre a manhã e a tarde de ontem. A Tribuna acompanhou o rastro da substância, parecida com um óleo, em cerca de sete quilômetros entre o Bairro Industrial, na Zona Norte, e o Poço Rico, na região Sudeste. A reportagem acionou a Agência Ambiental de Juiz de Fora (Agenda JF), mas, à tarde, quando os técnicos da pasta realizaram uma vistoria, não encontraram o poluente, nem identificaram a fonte poluidora. Além da mancha colorida, o cenário registrado foi de muito lixo, animais mortos, móveis velhos, pneus e até televisores jogados no leito. Nas margens, é possível constatar pontos de assoreamento. A poluição do rio provocada pela própria população e possivelmente por empresas é preocupante, principalmente no mês em que a Prefeitura anunciou o início das obras que pretendem tratar até 95% do esgoto nos próximos anos.

"Nosso grande desafio é atender a reclamação na hora em que ela foi feita e chegar a tempo de localizar a fonte que lançou o poluente", explica o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental da Agenda JF, Luiz Antônio da Costa Venâncio. No caso de ontem, uma equipe técnica percorreu de carro as margens do Paraibuna, mas a mancha já havia se dispersado. Com base nas informações recebidas, o chefe da fiscalização sugere que a substância possa ser um resíduo industrial. "As manchas costumam aparecer mais nesse período do ano, porque a quantidade de água que vai para o leito do rio diminui muito. Na cheia, o próprio volume de água dilui o poluente."

A última denúncia recebida pela Agenda JF foi há um ano, quando vários peixes foram encontrados mortos no leito do rio. Na época, não foi possível identificar os motivos, mas a análise da água descartou a presença de substâncias químicas em quantidade suficiente para provocar a mortandade. No caso de ontem, como não havia mais a mancha no momento da fiscalização, não será possível identificar e responsabilizar a fonte poluidora. Denúncias sobre poluição no rio podem ser feitas pelos telefones 3690-7771 e 3690-7142.