Parque da Lajinha será revitalizado
O Parque da Lajinha, que hoje é subutilizado pela população de Juiz de Fora, apesar de ser um dos principais pontos turísticos e de lazer, vai passar por revitalização. O projeto inclui um novo conceito paisagístico, com introdução de diversas espécies de plantas, e obras de infraestrutura, como a construção de quiosques de serviços, banheiros, restaurante, playground, academia ao ar livre, acesso à internet sem fio e melhorias nos equipamentos já existentes. O investimento gira em torno de R$ 800 mil, sendo metade dos recursos do Município e a outra metade do Governo do estado. O anúncio da revitalização acontece amanhã, durante visita do governador Antonio Anastasia (PSDB) ao local.
Segundo o superintendente da Agência de Gestão Ambiental de Juiz de Fora (Agenda JF), Aristóteles Faria, a ideia é transformar o espaço no parque da família. A expectativa é de que toda a área de acesso ao público passe por melhorias. Conforme Aristóteles, este projeto existe há anos, mas a Prefeitura não tinha recursos para executá-lo. Nos últimos meses, com parte da verba garantida, foi necessário convencer a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais sobre a importância do parque para a obtenção do restante dos recursos necessários. "Como argumento, mostramos a extensão daquela área verde, de 867 mil metros quadrados, além do ótimo posicionamento geográfico dentro da própria cidade. Ou seja, próximo ao shopping, Estádio Municipal, UFJF e bairros residenciais."
Hoje o Parque da Lajinha é dividido em três grandes setores: zona de uso intensivo, zona de reflorestamento e zona de recuperação, onde centenas de mudas de árvores foram plantadas nos últimos meses. As obras previstas vão atingir apenas a primeira área, que é a única de acesso aberto ao público.
Novas espécies e árvores frutíferas serão plantadas
O projeto de reestruturação do parque foi elaborado no último mês, por meio de contratação direta de uma empresa de Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ). A entrada do Lajinha será coberta por uma área verde. Palmeiras vão ocupar toda a extensão, além da colocação de grama e terra grossa. No total, mais de 40 espécies devem ser plantadas no parque, incluindo árvores frutíferas, como jabuticaba, amora e maracujá. Este último ficará em um espaço conhecido como pergolato, com o objetivo de atrair borboletas.
Atividades paralelas deverão ser desenvolvidas no parque reinaugurado. Entre elas, está a utilização do orquidário e do viveiro de mudas para atrair, principalmente, crianças e acadêmicos para o conhecimento da flora. "A ideia é que especialistas da Agenda JF atuem como monitores durante o dia no local." Além deste projeto, outro pretende unir iniciativa privada e secretarias de Saúde e Assistência Social para desenvolvimento de trabalhos em favorecimento dos idosos. Isso porque haverá uma academia de ginástica, a céu aberto, para a terceira idade.
A pista de caminhada, que hoje é em terra batida e oferece riscos aos usuários por causa da situação de abandono, também será revitalizada. O caminho vai ser ampliado para todo o entorno do lago e coberto por saibro, mesmo material utilizado em arenas para a prática de tênis. Ainda próximo ao lago, será criado um jardim de violetas. Dois decks de madeira vão ser erguidos próximo ao curso d’água, que terá ainda três fontes.
Mais acima no parque, onde hoje é o campo de futebol, será construído um espaço para eventos. "Está prevista a instalação de um palco, o que possibilitará a realização de pequenos shows e eventos", afirma o superintendente da Agenda JF. Já o campo para a prática do esporte será retirado e transferido para uma área no Bairro Teixeiras. Aristóteles defende que o "parque seja um ambiente para a família, e não de disputas".
Estrutura
Os usuários poderão aproveitar ainda dois quiosques, com banheiros e pias, e o restaurante. A estrutura do estabelecimento será entregue pronta para a iniciativa privada. Nele, haverá mais dois banheiros e um jardim de inverno. O responsável pela operação será escolhido por meio de concorrência pública.
A expectativa é de que a licitação para a reforma aconteça entre agosto e outubro, quando as obras estão previstas para começar. "O parque vai ficar fechado durante a reforma, que deve durar cerca de oito meses," estima Aristóteles.
Ao ser reinaugurado, a Prefeitura prevê que o custo operacional do espaço seja de R$ 20 mil ao mês. A ideia é que sete funcionários, também contratados por meio de licitação, realizem os trabalhos de limpeza e manutenção dos jardins.









