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Semana é de reflexão e vigília


Por Tribuna

17/04/2011 às 07h00

Orar, refletir e agir em comunidade. Nas palavras do arcebispo da Arquidiocese de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, estas ações exemplificam o significado da Semana Santa, que começa a ser celebrada hoje pela Igreja Católica, com o Domingo de Ramos. Considerado o período mais importante no calendário cristão, nesta semana, são celebradas Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. É um momento de reflexão bíblica. Entendemos que a última fase da vida não é a morte, e sim a ressurreição. Cristo voltou para nos dar a certeza da vitória e da vida eterna, explica dom Gil. Apesar de muitos idosos darem uma atenção maior à Sexta-feira da Paixão, que retrata o sofrimento de Cristo, os religiosos acreditam que todos os dias têm grande importância no calendário. As comemorações terminam no Domingo de Páscoa, 24, e, ao longo de sete dias, os católicos participam de uma extensa programação nas paróquias do município, entre procissões, missas e vigílias.

O coordenador da Pastoral da Comunicação e pároco da Igreja de Santa Rita de Cássia, padre Antônio Camilo de Paiva, identifica, nas últimas décadas, o aumento do número de fiéis durante a Semana Santa, em contraste ao que era observado no passado, quando apenas a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia enchiam as igrejas. Os mais antigos, principalmente aqueles que vivem em cidades pequenas, tinham dificuldades em participar de todas as celebrações porque o feriado é apenas na sexta-feira, e muitos trabalhavam nos outros dias. Hoje as cidades cresceram, e o acesso às igrejas ficou facilitado, observa, comentando que agora muitas paróquias comemoram todos os ritos da Semana Santa, o que era exclusividade da Catedral Metropolitana.

É durante estes dias, também, que os católicos pregam penitências e praticam o jejum. Segundo dom Gil, nos tempos atuais, a obrigatoriedade de abster-se da carne se resume a dois dias por ano, a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira da Paixão. O ato simboliza os 40 dias em que Jesus passou no deserto, sem comer, para se sentir próximo a Deus. É uma forma de educar o nosso corpo e mostrar o domínio do espírito sobre a carne. É também um gesto de solidariedade, já que muitos pobres não têm acesso a estes alimentos sobre a mesa todos os dias. Quando nos abstemos da carne, estamos em solidariedade com aqueles que não têm o que comer, afirma.

Confissões

Durante a Semana Santa, as 84 paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora atendem os fiéis individualmente para as confissões. De acordo com dom Gil, a procura por este ato aumentou em relação ao ano passado, e isso é motivo para ser comemorado pela Igreja Católica. Ficamos felizes porque isso mostra o amor a Cristo e às tradições. Se alguém ainda não se confessou, as paróquias prepararam uma programação especial para isso, orienta. Na Catedral Metropolitana, os horários de atendimento serão, de segunda a quarta-feira, entre 8h30 e 17h, na quinta-feira, de 14h30 às 17h e, no Sábado de Aleluia, entre 8h30 e 11h.

Encerramento

As celebrações terminam no Domingo de Páscoa, dia 24, quando é lembrada a vitória da vida sobre a morte. Recordamos a passagem de uma vida de pecado para uma vida de perdão. Quando morremos, também é uma páscoa, ou seja, a passagem para a vida de felicidade eterna, afirma o arcebispo.

Os judeus, que seguem o Antigo Testamento, lembram da Páscoa como a passagem do Mar Vermelho, que ocorreu quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito.