Idosa de 92 anos é encontrada morta dentro de casa

Assassinato aconteceu na Rua Gil Horta
Uma idosa de 92 anos foi morta em seu apartamento na Rua Gil Horta, na região central de Juiz de Fora, na noite de sexta-feira. Segundo a Polícia Civil, o suspeito de ter cometido o crime é parente da vítima. Antonieta Magaldi foi encontrada com ferimentos na cabeça, indicando um traumatismo craniano, e marcas na região do pescoço, o que pode, conforme a polícia, apontar para estrangulamento. Um bastão, tipo cabo de vassoura, foi encontrado ao lado do corpo, que estava caído próximo à cama. O crime chocou toda vizinhança.
O suspeito teria pedido socorro a uma vizinha, por volta das 21h, alegando que a idosa estava morta. A vizinha entrou em contato com a Polícia Militar, que esteve no local. A Polícia Civil também foi acionada e, após levantamento da cena do crime pelos agentes, o delegado de plantão, Francisco Corrêa Rezende, deu voz de prisão ao suspeito, que foi levado para a delegacia.
Não havia nenhum sinal de arrombamento, nada foi furtado do apartamento. Ele também entrou em contradições algumas vezes falando que teria chegado em casa, às 21h, e encontrado a idosa. Só que uma vizinha o viu chegar no prédio por volta das 19h30. Além disso, ela foi encontrada com sinal de estrangulamento, e ele tinha arranhões no rosto, o que mostra que a vítima tentou reagir, explicou o delegado.
Durante o levantamento, os agentes entraram em contato com o médico da idosa, que informou que ela havia sido consultada no mesmo dia e que não apresentava lesões e nenhum problema de saúde. Os vizinhos contaram à polícia que brigas entre o parente e a idosa eram comuns, e o assunto chegou até mesmo ser incluído em reunião do condomínio. Na última quarta-feira, os dois teriam discutido, e a briga teria sido ouvida dos apartamentos vizinhos.
A perícia foi acionada, e a causa morte só será confirmada com o laudo do Instituto Médico Legal. A idosa foi sepultada na tarde de ontem. Já o suspeito teve o flagrante ratificado e foi levado para o Ceresp.
Crescimento da violência
O caso da idosa morta na Rua Gil Horta, na região Central, ilustra o crescimento da violência contra idosos, em Juiz de Fora, mostrado pela Tribuna em matéria publicada no mês passado. De acordo com o que é percebido nas denúncias recebidas pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Idoso/Mulher, é cada vez mais frequente o número de casos de filhos, netos e sobrinhos que agridem algum parente em idade avançada, principalmente devido à dependência química. Conforme levantamento realizado pelo Creas em 2010, tendo como base todas as denúncias recebidas, em que aparecem casos de negligência, abuso financeiro e psicológico, mais de 50% dos supostos agressores são de filhos das vítimas. O relatório feito pela Creas também mostra que 52% dos supostos agressores são de mulheres, ou seja, filhas que seriam responsáveis por cuidar e prover tudo o que seria indispensável para a vida do idoso. Diante disso, foi observado que o tipo de violência mais aplicado contra o idoso é a negligência, pois 32% das notificações dão conta de recuso e omissão de cuidados básicos necessários à vítima por parte da família.








