Movimentação na rodoviária aumenta 45% no carnaval
87 carros extras serão disponibilizados no terminal rodoviário até a Quarta-feira de Cinzas

Às vésperas do feriado prolongado de carnaval, o fluxo de passageiros que passaram na tarde desta sexta-feira (17) no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, localizado no Bairro São Dimas, na Zona Norte, já era notavelmente maior do que o habitual para o local. A Tribuna esteve no local para averiguar a movimentação do terminal, que, de acordo com a AMD, concessionária responsável pela administração da rodoviária, deve aumentar em aproximadamente 45% até a Quarta-feira de Cinzas, no dia 22. De acordo com o diretor de negócios da empresa, Marcos Henrique Miranda, também serão disponibilizados 87 ônibus extras até o final do feriado.
“Somente hoje, na sexta-feira, são 54 carros extras disponibilizados aqui na rodoviária. Dentre eles, temos 14 saindo em direção ao estado do Espírito Santo e dez para a cidade do Rio de Janeiro. Os destinos preferenciais dos turistas continuam sendo a capital carioca e a Região dos Lagos, além das praias capixabas”, afirmou Miranda.
Dentre os milhares de passageiros que estão embarcando diretamente em direção à folia, o estudante juiz-forano Luiz Eduardo Moraes irá passar o carnaval na cidade de Rio Novo, que fica a cerca de 45 quilômetros de Juiz de Fora. “A intenção é aproveitar bem o feriado por lá. Para comprar a passagem, foi só chegar no guichê da empresa de ônibus e pegar o bilhete, sem estresse nenhum”, celebrou.
Já a aposentada juiz-forana Dalva Ribeiro irá aproveitar o carnaval para voltar para a cidade onde reside há mais de 40 anos. “Estou indo para Cuiabá. A viagem é longa, deve demorar cerca de 33 horas, mas acho que ainda assim compensa depois de ficar cerca de um mês com minha família aqui”, assegurou. A ligação direta entre Juiz de Fora e a capital do Mato Grosso, que percorre cerca de 1.800 quilômetros, acontece uma vez por semana, sempre às sextas-feiras. Indagada sobre a possibilidade de realizar o mesmo trajeto por via aérea, Dalva argumentou que o valor de uma passagem aérea para o destino estava quase três vezes mais cara do que o meio rodoviário.
“Comprei a passagem de ônibus cerca de um mês antes por aproximadamente R$ 600. Até olhei para ir de avião pelo Rio de Janeiro, mas a passagem estava mais de R$ 1.500. A vantagem do ônibus é que eu subo em JF e já desço direto em Cuiabá. Se fosse pelo Rio ou por Belo Horizonte, teria que depender de ter um ônibus para vir até Juiz de Fora”, argumentou.









