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Cobra é encontrada dentro de escola


Por Fernanda Sanglard

16/03/2013 às 07h00

Mato alto toma conta de todo o entorno da quadra esportiva de colégio no Ipiranga

Mato alto toma conta de todo o entorno da quadra esportiva de colégio no Ipiranga

Uma cobra foi encontrada, na noite da última quarta-feira, dentro da sala de professores da Escola Municipal Gabriel Gonçalves da Silva, no Ipiranga, Zona Sul. Funcionários da instituição suspeitam que o animal tenha entrado a partir de uma área com mato alto dentro do próprio colégio. Como parte de um muro caiu há cerca de um ano – e ainda não foi recomposta – e não há capina regular na instituição, o espaço se tornou propício para o aparecimento de animais. No ano passado, conforme o professor de biologia e vice-diretor, David Trincheira Irsigler, outra cobra foi encontrada por alunos na quadra da escola.

David foi quem capturou a cobra encontrada nesta semana e providenciou o encaminhamento à reserva Poço D’Anta. A Tribuna teve acesso à foto da cobra – com quase um metro de comprimento -, no entanto, a direção da escola não autorizou a publicação.

A ocorrência deixou os docentes preocupados. "Isso é um absurdo. Não somos só nós que estamos expostos, mas, principalmente, os alunos. A área em volta da quadra está cheia de mato, a lateral da sala dos professores e a entrada da escola também", reclama o professor de educação física Edson Martins.

Apesar de a estrutura geral da escola estar em boas condições, alguns problemas estruturais deixam os alunos em risco. Além do matagal e do aparecimento da cobra, pessoas da comunidade costumam invadir o estabelecimento nos fins de semana, a partir do muro danificado. Além disso, a servidão nos fundos da quadra esportiva está com esgoto parado. O material desce de um dos muros e se concentra em uma canaleta ao alcance de qualquer criança. O gradeado da quadra também está danificado, bem como as estruturas de concreto do espaço e do entorno.

Responsável pela programação da capina nas escolas, a Secretaria de Administração e Recursos Humanos informou que o serviço ainda não foi realizado devido à alta demanda e às chuvas. A pasta se comprometeu a enviar uma equipe na segunda-feira para realizar os trabalhos. Já a Secretaria de Educação informa que a manutenção e administração das escolas são de responsabilidade dos diretores, que recebem verba do Plano Nacional de Educação (PNE). Em relação ao muro e ao esgoto, a pasta esclarece que são problemas antigos, que a nova Administração ainda não teve tempo para corrigir.

 

Rede estadual

Também buscando solução para problemas de infraestrutura, estudantes das escolas estaduais Duarte de Abreu, Delfim Moreira (Grupo Central) e Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) realizaram mais protestos na manhã de sexta-feira (15). Enquanto os alunos do Central e da Escola Normal se uniram e percorreram algumas ruas do Centro, cerca de 50 pessoas se mobilizaram na porta da Duarte de Abreu, no Vitorino Braga, Zona Sudeste. Os estudantes denunciaram a falta de mobiliário para que possam acompanhar as aulas e mostraram fotos de janelas quebradas, móveis antigos deteriorados e expostos ao tempo, além de latas com água parada. Segundo a Secretaria de Estado de Educação, desde o ano passado recursos da ordem de R$ 170 mil foram empregados na reforma do telhado e do banheiro dos alunos.