Cerca de 140 bolsistas da UFJF estão com pagamento atrasado
Problema ligado ao Governo federal ocorre desde setembro e afeta dois programas de apoio à formação de professores
Cerca de 140 bolsistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão sendo impactados pelo atraso do Governo federal em efetivar o pagamento mensal. De acordo com a instituição de ensino, o problema ocorre desde setembro e afeta diretamente dois projetos de apoio à formação de professores: o Programa Institucional de Iniciação à Docência (Pibid), gerenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Programa Residência Pedagógica.
Conforme a UFJF, aproximadamente 60 mil bolsistas de todo o país estão sofrendo com o não pagamento dos recursos. Na UFJF, 114 estudantes dos cursos de licenciatura atuam como bolsistas no Pibid, enquanto 28 professores da educação básica também recebem bolsas do programa, com relação direta com a UFJF.
“O Pibid é um projeto muito robusto, fortalecido por uma política institucional de formação de professores, que pensa muito fortemente a relação com a educação básica, com todos os seus anseios de novas metodologias de ensino, novos materiais. É um trabalho muito afinado com aquilo que a comunidade escolar deseja”, destaca, por meio da assessoria, a coordenadora institucional do Pibid na UFJF, Angélica Cosenza. Ela ressalta a importância da iniciativa para as comunidades interna e externa.
De acordo com a universidade, como o orçamento desses programas foi reduzido nos últimos anos, os pagamentos dependem da liberação de um crédito suplementar, direcionado à Capes. “O projeto de lei já foi aprovado pelas duas casas do Congresso Nacional e aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro”, informa a UFJF.
Angélica critica o aparente descaso do Governo federal. “O Pibid vem sendo minado, fragilizado ao longo do tempo. A cada edital, tem sido reduzido o número de bolsas, o que implica na redução do número de parcerias estabelecidas entre a universidade e as escolas públicas contempladas com o trabalho dos bolsistas.”
Por meio de nota, o Fórum Nacional de Coordenadores do Pibid e Residência Pedagógica avalia que “a recomposição de orçamento significa que não foi garantido financeiramente o previsto no orçamento da Capes, demonstrando o descompromisso do Poder Executivo com a Educação”.









