Ouça agora

Resgate é acionado para socorro na porta do HPS


Por Renata Brum

15/11/2011 às 07h00

Um incidente dentro de um ônibus da linha 204 Santa Paula-Centro terminou em confusão na porta do Hospital de Pronto Socorro, na manhã de ontem. Quando o veículo trafegava pela Avenida Rio Branco, quase esquina com São Sebastião, precisou fazer uma freada brusca. Segundo o motorista, Edmar Aparecido de Oliveira, 37 anos, uma mulher teria atravessado na frente do veículo com o sinal aberto, próximo à São Sebastião, obrigando-o a frear. Com a manobra, uma passageira de 56 anos, que passava pela roleta, caiu dentro do coletivo, ferindo a coluna. O condutor do ônibus se deslocou até a frente do Hospital de Pronto Socorro, mas os funcionários da unidade, ao serem chamados para resgatar a vítima, alegaram que não poderiam pegá-la dentro do coletivo, pois não estavam habilitados e nem havia equipamentos, como o colete cervical, utilizado em tais emergências. Foi preciso, então, que o Resgate se deslocasse do Corpo de Bombeiros para prestar socorro a vítima.

"Precisei contatar a Polícia Militar e acionar o Resgate porque não temos condição de retirá-la de dentro do ônibus pois estava imóvel, não conseguindo se mexer por conta da dor na coluna", disse o motorista. "Isso é omissão de socorro. Nós é que não tínhamos como fazer essa locomoção da vítima, porque havia o risco de machucá-la ainda mais", disparou o cobrador do coletivo, Tiago Batista Pedrosa, 22. Somente após a chegada do Resgate do Corpo de Bombeiros, a vítima foi retirada de maca e levada ao HPS. A movimentação despertou a curiosidade de quem passava pelo local, que pararam para ver o socorro.

De acordo com a assessoria da Prefeitura, por ter sido uma lesão na coluna, a imobilização deve ser feita exclusivamente pelas unidades de atendimento de urgência como Samu ou Resgate já que são eles que possuem aparato adequado de imobilização, como colete cervical. Ainda conforme a assessoria, o médico de plantão teria se disposto a ajudar, mas não tinha como transportá-la. A Prefeitura ainda explicou que em outros casos de atendimento, a remoção poderia ser feita pelos atendentes do HPS. A vítima não sofreu fraturas ou lesões mais graves, foi atendida, medicada e liberada.