Casal indiciado por tentativa de homicídio contra criança
O casal suspeito de praticar maus-tratos contra um menino de 2 anos foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. O inquérito foi concluído na quarta-feira pelo titular da Delegacia Especializada de Homicídios, Rogério Woyame. O documento foi encaminhado ao Fórum, e uma cópia foi enviada à Vara da Infância e da Juventude para apuração da conduta de uma adolescente, 17 anos, que chegou a confessar em depoimento também ter agredido a criança, batendo com a cabeça dela contra a parede. O pai do menino, um metalúrgico, 22, e a madrasta, 25, foram presos no dia 5 após a vítima dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte desacordada e com vários ferimentos, hematomas e arranhões pelo corpo, inclusive no rosto. Desde que tiveram o flagrante confirmado, os suspeitos estão no Ceresp e na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, respectivamente.
De acordo com o delegado Rogério Woyame, a madrasta chegou a admitir durante suas declarações ter praticado agressões anteriores àquela que provocou o desfalecimento da criança (no dia 5, a vítima teria sido empurrada por ela e pela amiga contra a parede, batendo a cabeça). Em outras datas, a mulher já teria jogado o menino escada abaixo e derrubado a geladeira sobre ele. O crime é qualificado por motivo fútil porque a madrasta disse ter agredido a criança porque ela estaria atrapalhando sua conversa com a amiga, explicou o titular da delegacia. Como as lesões foram graves, fica claro que ela assumiu o risco de causar a morte da criança com as agressões praticadas, completou. Já para o indiciamento do pai do menino, que confessou ter dado chineladas corretivas na vítima e afirmou não maltratá-la, o delegado levou em conta o fato de ele ser agente garantidor, ou seja, responsável direto pelo filho. Ele sabia que a criança estava sendo agredida. Ficou provado que ela sofria agressões por parte do pai e da madrasta, enfatizou Rogério.
No decorrer das investigações, o delegado também obteve depoimento da mãe biológica e da avó materna da vítima, que declararam desconhecer a prática de ações violentas contra a criança, que morava com o pai e a madrasta. Após ter dado entrado na UPA, o menino foi transferido para a Santa Casa e, posteriormente, para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Regional Doutor João Penido. No dia 12, ele teve alta do CTI e foi levado para a enfermaria, permanecendo em observação.








