JF terá manifestação contra ação da polícia paulistana
A ação da Polícia Militar paulistana durante protestos contra o aumento de R$ 0,20 no transporte público de São Paulo, na última quinta-feira (12), além de ganhar vulto por causa dos possíveis excessos e atos de violência contra manifestantes e jornalistas, começa a tomar novos caminhos e uma outra roupagem. Em todos país, seja por meio das redes sociais, artigos publicados em sites e blogs na internet, menções de repúdio apareceram. Cidadãos que, de alguma forma, buscavam entender e formar uma opinião sobre o ocorrido. A onda chegou até Juiz de Fora, e movimentos ocorrem na cidade como forma de engrossar as manifestações ocorridas na capital. Mais uma vez, a convocação está sendo feita por meio do Facebook. Em Juiz de Fora, a movimentação está prevista para ser realizada no mesmo horário em que novos protestos ocorrerão em São Paulo, na próxima segunda-feira (17), às 16h30. A concentração será na Praça Jarbas de Lery Santos, em São Mateus e pretende seguir pela Avenida Itamar Franco, chegando à Avenida Rio Branco até o Parque Halfeld, onde haverá uma parada em frente ao prédio da Funalfa. Até a noite de ontem, cerca de duas mil pessoas haviam confirmado presença no protesto.
De acordo com os organizadores, o objetivo é mostrar aos governantes que a revolta não é por causa de R$ 0,20, mas o estopim para reivindicar questões maiores, como gastos com a Copa do Mundo e das Confederações, desvalorização dos trabalhadores, as péssimas condições do sistema público de saúde, Estatuto do Nascituro, salário mínimo, corrupção, salários exorbitantes de governantes públicos e também contra a PEC 37. "Há muitos anos, o Estado esqueceu que existe o cidadão. Se algo está errado, temos o direito de ir para as ruas", explicou o estudante de física juiz-forano Leonardo Guedes, 20 anos. "A orientação é para que o movimento seja pacífico, não queremos tomar as vias, nem atrapalhar o direito de ir e vir de ninguém. Vamos apenas mostrar a nossa opinião", completa o estudante de história da UFJF Arthur Cabral, 22.









