Tópicos em alta: cartas a jf / onça-pintada / dengue / polícia

Amac afirma que mudança de sede de projetos para pessoas em situação de rua teve aval da PJF

Segundo superintendente da associação, problemas nas atuais sedes do Núcleo do Cidadão de Rua e do Centro Pop comprometem segurança de frequentadores

Por Tribuna

15/05/2019 às 19h12

Em entrevista concedida à Tribuna nesta quarta-feira (15), o superintendente da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), Alexandre Oliveira Andrade, afirmou que a decisão sobre a mudança de sede do Núcleo do Cidadão de Rua e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) das ruas José Calil Ahouagi e Professor Oswaldo Veloso, no Centro, para um imóvel na Avenida Brasil, entre os bairros Costa Carvalho e de Lourdes, ocorreu em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS). A transferência foi alvo de protesto de moradores, realizado na quarta-feira (14), que temem o aumento da violência.

De acordo com Alexandre, os problemas na atual sede do serviço são estruturais e comprometem a segurança. “A Amac é executora dos serviços e vem buscando alternativas para realizá-lo com mais qualidade, tendo em vista que o atual imóvel não nos atende. Já recebemos notificação do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros”, declarou. “Nós procuramos imóveis na região central porque isto está determinado no termo de colaboração. A localização para o serviço foi estipulada no edital de chamamento público. Quando encontramos o imóvel na Avenida Brasil, informamos à SDS, que não apontou nenhum problema em implantar o serviço ali. A escolha foi nossa com aval da Prefeitura.”

O conteúdo continua após o anúncio

Na quarta-feira, a SDS informou à Tribuna que a escolha do novo endereço foi feita pela Amac. “A ação da SDS foi comunicar à entidade a impossibilidade de continuidade no local antigo devido a notificação recebida pelo Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. O novo espaço é adequado e está sendo reformado para atender às exigências.”

Sem previsão de data para a mudança

Alexandre nega a informação de que a mudança ocorrerá no próximo dia 19, conforme dito por representantes dos moradores durante o protesto. “Não temos data, mas a transferência deve demorar entre 60 e 90 dias. A proprietária está terminando as obras no imóvel e, depois disso, nós faremos as adequações necessárias. Receberemos as vistorias do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. É um processo que exige mais tempo.”

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail



Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia