Cobrança da Área Azul está suspensa até sábado
Atualizada às 21h22
A Iparking, empresa responsável por administrar a Área Azul da cidade, tem até às 17h desta quinta-feira (16) para apresentar à Prefeitura os documentos de ordem fiscal para que a situação do serviço seja regularizada. Com isso, a cobrança do estacionamento rotativo ficará suspensa até sábado. A ausência destes documentos impossibilitou a retirada dos tíquetes, que são fornecidos pelo Executivo, para serem comercializados nas ruas. Se a concessionária não se adequar às exigências, a Settra não descarta a possibilidade do lançamento de um novo processo licitatório. Segundo o titular da pasta, Rodrigo Tortoriello, a não prestação do serviço pode resultar em rescisão do contrato. "É preciso aguardar o vencimento dos prazos e observar outras questões contratuais. Em um ambiente de crise, a estratégia é ter na cabeça planos B e C, o que não impede a realização de uma nova concorrência."
Sem especificar quais seriam estes documentos, o secretário explicou que, há cerca de um mês, a Administração Municipal "apertou" a fiscalização dos contratos de prestação de serviços fornecidos à Prefeitura. Naqueles relativos à Área Azul, foram constatadas irregularidades e, ao identificar o material faltoso, a empresa foi notificada. "Para a retirada dos talões, a empresa precisa apresentar os documentos e, dentre eles, papéis com vencimento mensal. O contrato exige que ela entregue documentos fiscais para poder operar", comenta.
O chefe administrativo da Iparking, João Carlos Mattos Correa, em entrevista à Tribuna, afirmou que, até o final desta semana, a situação será regularizada. "Nos próximos dias, não iremos realizar a cobrança, mas nossos funcionários estarão nas ruas aplicando uma pesquisa de avaliação de serviços." Quanto à fiscalização do trânsito, os agentes da Settra não irão autuar nenhum usuário que não esteja com o cartão à mostra em seus respectivos veículos.
Prejuízos
Sem divulgar estimativas do prejuízo na rotatividade das 1.400 vagas de Área Azul, a Settra afirma somente que são vendidos uma média de 90 mil bilhetes por mês na cidade, o que daria 3.400 por dia, já que o rotativo não funciona aos domingos. Em cinco dias de atividades paradas, seriam cerca de R$ 17 mil a menos, uma vez que os bilhetes são comercializados a R$ 1 cada.
Na visão do engenheiro especialista em trânsito, José Alberto Castanõn, a desvantagem é ainda maior para o usuário. "Sem a cobrança, não haverá rotatividade e, com isso, menos vagas disponíveis para a população. Claro que existe um lado positivo. Já sabendo da pouca oferta, principalmente na região central, isso pode estimular o transporte coletivo, fazendo com que o cidadão passe a deixar o carro em casa."









