Polícia terá que ouvir novas testemunhas

Suspeito prestou segundo depoimento
O suspeito de agredir e provocar a morte de Lincoln Brandi Neto, 28 anos, foi ouvido ontem, mais uma vez, pelo titular da 6ª Delegacia Distrital, Carlos Eduardo Rodrigues. O jovem, 23, preso, temporariamente, desde a última quinta-feira, chegou à unidade policial, no Bairro de Lourdes, uniformizado de vermelho e com os cabelos raspados, acompanhado de investigadores da Polícia Civil. De acordo com o delegado, o objetivo foi esclarecer pontos divergentes entre o depoimento de seis testemunhas, que já foram ouvidas até agora, e do suspeito. Na primeira vez que foi ouvido, o agressor teria afirmado que cometeu o crime utilizando uma barra de ferro e que teria consumido droga. No entanto, as pessoas que presenciaram o ocorrido disseram que ele estava munido de arma de fogo, com a qual desferiu coronhadas no rosto da vítima. Conforme Carlos Eduardo, em seu novo depoimento, o rapaz sustentou a mesma versão, mas teria alegado que Lincoln estava fora do carro e que estava disposto a brigar. "Diante desta nova informação, amanhã (hoje) vamos intimar testemunhas e fazer a perícia do automóvel da vítima, para averiguar a existência de manchas de sangue", afirmou o delegado.
Ainda na tarde de ontem, em cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, policiais estiveram na casa do suspeito, no Bairro Poço Rico, Zona Sudeste, a fim de localizar a arma. Apesar das buscas, o objeto não foi encontrado. "A localização dessa arma só vai agravar ainda mais a situação do agressor", alegou o delegado responsável pelo caso, que acrescentou que o inquérito deverá ser concluído até a próxima sexta-feira, indiciando o suspeito pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Se condenado, o suspeito pode pegar até 30 anos de prisão.
Pedidos de Justiça
Lincoln morreu quatro dias depois de ser tido vítima de coronhadas no rosto, em 5 de fevereiro, em função de uma discussão por causa do volume de som de um carro. O fato ocorreu por volta das 23h em frente a um bar na Rua da Bahia. No último domingo, cerca de 400 pessoas, entre amigos e familiares, fizeram uma passeata no Poço Rico. Todos estavam vestidos de brancos e exibiram faixas e cartazes pedindo Justiça pela morte do morador.








